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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 29/06/2016 11:29

Crise econômica: como negociar as dívidas?

De maneira geral, todos têm sentido o efeito da economia em crise.

De maneira geral, todos têm sentido o efeito da economia em crise, haja vista que a desaceleração, diferente de desaquecimento, faz o país não só parar de se desenvolver, mas sim decrescer economicamente.

O cenário supramencionado gera inflação, juros altos e como consequência o alto índice de inadimplência de grande maioria das empresas atuantes no Mercado Financeiro, conforme os números divulgados pelo Banco Central que em março deste ano teve a maior quantidade de empresas inadimplentes, sendo a maior alta em mais de um ano.

Dito isto, a alternativa para essas empresas que estão no vermelho é renegociar suas dívidas, buscando um acordo com os credores o quanto antes, afim de que se tenha uma estabilidade financeira em meio às turbulências do mercado.

Uma boa negociação tem que ser enfrentada sem a emoção de quem está vivenciando a adversidade. Muitas vezes, os próprios envolvidos na ânsia em querer resolver acabam renegociando uma dívida com taxas e valores muito maiores que o suportado naquele momento. Por isso, a importância de uma empresa especializada em gerenciar este momento de crise, além de estar tecnicamente apta para apontar onde se consegue, por exemplo, descontos, também é capaz de analisar friamente cada proposta, verificando a real condição da empresa endividada.

É desenvolvido nesse viés o trabalho de Gestão de Crise da Studio Brokers, em que se analisa o cenário financeiro do negócio e o confronta com as dívidas. Estabelecida no meio financeiro e com analistas capacitados tecnicamente, contatamos o banco de forma precisa.

Atualmente muitos bancos já permitem que o cliente renegocie suas dívidas diretamente no seu site. Muito embora, num primeiro momento, esse contato seja eficiente em termos de rapidez, não será em termos de boa negociação. Essas bases padronizadas são baseadas num perfil médio de clientes e provavelmente os valores lançados pelo sistema não será o melhor financeiramente para o perfil de uma empresa específica.

É importante ressaltar que os Núcleos de Superendividamento do Procon e a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) recomendam que no caso de alto índice endividamento, os empresários procurem ajuda de consultores para que se consiga reestruturar economicamente sua corporação. A Proteste (Associação Brasileira de Defesa ao Consumidor) aponta a importância nesse primeiro momento da contratação de um consultor para intermediar o acordo e ainda não de um advogado, já que uma eventual ação judicial deve ser idealizada apenas em última instância, quando já não houver mais possibilidades de negociação de forma amigável.

Nesse sentido, economistas da Proteste, alertam “além de gerar mais custos, para ser bem-sucedido o processo depende do entendimento do Juiz”.

Enfim, após a dívida ser renegociada é necessário um controle ainda maior para que a empresa não fique novamente no vermelho. Aqui, também há a presença da Studio Brokers, pois além de negociar as dívidas, também é feito um acompanhamento financeiro pós-negociação para que o cliente não entre em débito novamente com a instituição.

Sabe-se que em caso de reincidência será mais difícil se ter a flexibilidade bancária em negociar o que já foi renegociado. Conquanto se saiba que é vedada a manutenção de cadastros internos de inadimplência. Isso, inclusive, dificulta a política de relacionamento bancário entre cliente e banco. Portanto, é de suma importância que se cumpra o acordo e se mantenha o relacionamento com o banco, uma vez que a empresa tem o discernimento da importância do capital de terceiros para o crescimento e fixação em quaisquer que seja o seu mercado de atuação.

 

Fonte: segs

Site: ASERC