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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 28/07/2016 04:22

Financiamento imobiliário com recurso da poupança cai 49,5%

Imóveis: o saldo das cadernetas no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo em junho ficou em 2,1% abaixo do mesmo mês do ano passado

O financiamento imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo caiu 49,5% de janeiro a junho deste ano, em comparação com o primeiro semestre do ano passado, atingindo R$ 22,6 bilhões.

Nos últimos 12 meses, os empréstimos somaram R$ 53,4 bilhões, com queda de 48,9% sobre os 12 meses imediatamente anteriores. Segundo levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), em junho, o montante cresceu 9,5% sobre maio com R$ 4,3 bilhões. No entanto, mas comparado a junho de 2015, houve recuo de 27,3%.

As operações de crédito indicam que, no primeiro semestre, foram financiadas 100,5 mil unidades, volume 49,7% inferior ao do mesmo período do ano passado (199,9 mil unidades). Nos últimos 12 meses, foram financiadps 242,1 mil imóveis, nas modalidades de aquisição e construção. Em relação ao mês anterior, houve alta de 5,9% no volume de imóveis e, sobre junho do ano passado, recuo de 23%.

Comparando-se o segundo trimestre com o primeiro, o número de unidades financiadas teve expansão de 2016, houve crescimento de 10% no número de unidades financiadas.

A Abecip informou também que os saques nas cadernetas de poupança, mais uma vez, superaram os depósitos em junho, totalizando captação líquida negativa de R$ 2,79 bilhões. No semestre, as perdas atingiram R$ 34,7 bilhões.

Em nota, a entidade destacou que o resultado deve-se às desvantagens de rentabilidade entre a caderneta de poupança e outras modalidades de investimento diante da taxa básica de juros (Selic), que desde julho de 2015 está em 14,25%.

O saldo das cadernetas no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo em junho ficou em 2,1% abaixo do mesmo mês do ano passado com um total de R$ 493,3 bilhões.

 

 

Fonte: Revista Exame