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Informativo

Publicado em 24/07/2017 08:45

Tesouro Direto atinge marca de 500 mil investidores ativos em junho

As emissões de novos títulos pelo Tesouro Direto somaram US$ 1,45 bilhão, enquanto os resgates chegaram a R$ 707 milhões em junho.

OTesouro Direto, programa criado em janeiro de 2002 e que permite que pessoas físicas comprem títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, atingiu a marca de 500 mil investidores cadastrados em junho deste ano. A informação é da Secretaria do Tesouro Nacional.

O aumento de investidores ativos no mês passado foi de 14.655, somando uma variação de 65,5% nos últimos doze meses. Já o número de investidores cadastrados aumentou 53.440 em junho, totalizando 1.485.238 participantes inscritos - o que representa aumento de 77,9% nos últimos doze meses.

No último mês, ainda de acordo com dados oficiais, as emissões de novos títulos pelo Tesouro Direto somaram US$ 1,45 bilhão, enquanto os resgates chegaram a R$ 707 milhões.

"O título mais demandado pelos investidores foi o indexado à taxa Selic (Tesouro Selic), cuja participação no volume total de investimentos atingiu 44,3%", informou o Tesouro Nacional.

Segundo a instituição, os títulos indexados ao IPCA (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) corresponderam a 37,4% do total e os prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais), a 18,3%.

Saldo do programa

Já o saldo total (estoque) de títulos em mercado alcançou o montante de R$ 46,7 bilhões em junho, um aumento de 2,3% em relação a maio (R$ 45,6 bilhões) e de 42,3% quando comparado com o junho de 2016 (R$ 32,8 bilhões).

O aumento do interesse dos investidores pelo Tesouro Direto também tem coincidido com a queda na rentabilidade e atratividade da poupança. Enquanto o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic (a taxa básica de juros determinada pelo Banco Central), o das cadernetas fica limitado a 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR), quando a Selic está acima de 8,5% ao ano.

A disparada da inflação nos últimos anos também fez as cadernetas perderem atratividade. Títulos do Tesouro Direto, por exemplo, oferecem rentabilidade acima da inflação - mas há a incidência do Imposto de Renda. O resultado é que, em 2016, os saques da poupança voltaram a superar os depósitos, desta vez em R$ 40,7 bilhões.

Em dezembro, o governo anunciou o lançamento de um aplicativo oficial do Tesouro Direto, pelo qual os investidores poderão realizar as principais transações, como investimentos, resgates, agendamentos e consultas de extratos, além da ampliação do horário de resgate (venda) dos papéis, entre outras facilidades.

Tesouro Direto

O investimento no Tesouro Direto pode ser uma boa opção para quem não tem muito dinheiro, mas busca um investimento de médio e longo prazos. Ao investir em títulos públicos, a pessoa se torna credora, emprestando dinheiro para o governo. Em troca, recebe juros.

Para aplicar no programa, o interessado deve fazer um cadastro em uma instituição financeira no site do Tesouro Direto. O investidor recebe uma senha por e-mail e pode começar a aplicar seu dinheiro.

No Tesouro Direto, assim como nos fundos de investimento, há cobrança do Imposto de Renda. A aliquota do IR é regressiva em ambos os casos. Ou seja, quanto mais tempo os recursos ficam aplicados, menor será o IR pago pelo investidor.

Para aplicações de até seis meses, a alíquota do IR é de 22,5%, caindo para 20% entre seis meses e um ano. Se o prazo da aplicação superar um ano, mas for retirada antes de completar o segundo ano, o IR fica em 17,5%. Acima de dois anos de prazo, a alíquota é de 15%.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/tesouro-direto-atinge-marca-de-500-mil-investidores-ativos-em-junho.ghtml