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Informativo

Publicado em 25/08/2017 01:44

Tesouro Direto supera 1,5 milhão de investidores cadastrados em julho

As emissões de novos títulos pelo Tesouro Direto somaram US$ 1,37 bilhão no mês passado, enquanto os resgates chegaram a R$ 1,06 bilhão.

O Tesouro Direto, programa criado em janeiro de 2002 e que permite que pessoas físicas comprem títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, superou a marca de 1,5 milhão de investidores cadastrados em julho deste ano. A informação é da Secretaria do Tesouro Nacional.

O aumento de investidores inscritos no programa no mês passado foi de 54.698, elevando o número de participantes inscritos de 1.485.238 em junho para 1.539.936 em julho, o que representa um crescimento de 73,9% acumulado nos últimos 12 meses.

Já o número de investidores considerados "ativos" somou 520.624 pessoas em julho deste ano, com um aumento de 12.970 investidores somente no mês passado. Em doze meses, esses aplicadores cresceram 61,9%.

Aplicações, resgates e saldo em julho

Segundo o Tesouro Nacional, as aplicações no Tesouro Direto atingiram R$ 1,37 bilhão em julho, ao mesmo tempo em que os resgates totalizaram R$ 1,06 bilhão, sendo R$ 987,2 milhões relativos às recompras e R$ 73,2 milhões, aos vencimentos.

"O título mais demandado pelos investidores foi o indexado à taxa Selic (Tesouro Selic), cuja participação no volume total de investimentos atingiu 43,1%. Os títulos indexados ao IPCA (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) corresponderam a 37,2% do total e os prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais), a 19,7%", informou o governo.

Já o saldo total (estoque) de títulos em mercado alcançou o montante de R$ 47,3 bilhões em julho, um aumento de 1% em relação a junho (R$ 46,7 bilhões) e de 42,3% quando comparado com o junho de 2016 (R$ 32,8 bilhões). Na comparação com julho de 2016 (R$ 34,2 bilhões), o aumento doi de 38,5%.

Atratividade do programa

 O aumento do interesse dos investidores pelo Tesouro Direto acontece apesar do aumento do interesse da poupança - que acontece por conta do processo de queda dos juros básicos da economia, atualmente em 9,25% ao ano, o menor nível em quatro anos.

O investimento no Tesouro Direto pode ser uma boa opção para quem não tem muito dinheiro, mas busca um investimento de médio e longo prazos. Ao investir em títulos públicos, a pessoa se torna credora, emprestando dinheiro para o governo. Em troca, recebe juros.

Para aplicar no programa, o interessado deve fazer um cadastro em uma instituição financeira no site do Tesouro Direto. O investidor recebe uma senha por e-mail e pode começar a aplicar seu dinheiro.

No Tesouro Direto, assim como nos fundos de investimento, há cobrança do Imposto de Renda. A aliquota do IR é regressiva em ambos os casos. Ou seja, quanto mais tempo os recursos ficam aplicados, menor será o IR pago pelo investidor.

Para aplicações de até seis meses, a alíquota do IR é de 22,5%, caindo para 20% entre seis meses e um ano. Se o prazo da aplicação superar um ano, mas for retirada antes de completar o segundo ano, o IR fica em 17,5%. Acima de dois anos de prazo, a alíquota é de 15%.

Em dezembro, o governo anunciou o lançamento de um aplicativo oficial do Tesouro Direto, pelo qual os investidores poderão realizar as principais transações, como investimentos, resgates, agendamentos e consultas de extratos, além da ampliação do horário de resgate (venda) dos papéis, entre outras facilidades.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/tesouro-direto-supera-15-milhao-de-investidores-cadastrados-em-julho.ghtml