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Informativo

Publicado em 15/09/2017 02:20

Bovespa chega a 75 mil pontos nesta sexta

Na quinta-feira, o Ibovespa recuou 0,18%, a 74.656 pontos, após três recordes seguidos.

O principal índice da bolsa paulista opera em alta nesta sexta-feira (15), chegando ao patamar de 75 mil pontos, após leve queda na véspera que interrompeu três sucessivos recordes desde o início da semana.

Às 12h45, o Ibovespa subia 0,89%, a 75.328 pontos.

De acordo com o Valor Online, em dia de agenda mais fraca e sem grandes catalisadores, o Ibovespa sustenta um movimento positivo, ainda com o mercado confiante com a recuperação da economia, ainda que lenta, e diante da leitura de que a nova denúncia apresentada na quinta-feira pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer não trouxe novidades.

Segundo operadores, a denúncia apresentada na quinta-feira, um dos últimos movimentos de Janot antes de deixar o posto na PGR, já foi bastante precificada pelo mercado.

Os ganhos para o índice só não são maiores porque, além de ajustes de posição comuns com a alta sustentada do índice, os riscos políticos ainda estão na agenda do mercado, em especial diante do esforço que Temer terá que fazer junto à base aliada para aprovar reformas esperadas pelo mercado, como a da Previdência.

Do ponto de vista externo, as preocupações geopolíticas também parecem ter ficado em segundo lugar, mesmo após a Coreia do Norte lançar um novo míssil que invadiu o espaço aéreo do Japão e com as ameaças de terrorismo na Europa.

Destaques

Por volta do mesmo horário, as ações da Magazine Luiza subiam quase 4%. Já as da JBS avançavam mais de 3%, com o mercado ainda de olho em uma mudança no comando da companhia.

A Azul também era destaque de alta, de mais de 3%, após a empresa fixar o preço de R$27,96 por ação para sua oferta pública secundária de R$40,6 milhões de ações preferenciais. Eletrobras também subia mais de 3%. Vale e Petrobras, que têm grande peso no índice, também subiam.

Últimos pregões

Na quinta-feira, o Ibovespa recuou 0,18%, a 74.656 pontos. Na quarta, o índece subiu 0,33%, aos 74.787 pontos, atingindo novo patamar recorde. Nos últimos dois pregões, a Bovespa já tinha atingido sua pontuação máxima - 74.538 pontos na terça e 74.319 pontos na segunda.

Perspectivas

Segundo analistas, a tendência para o Ibovespa continua de alta, mas é de se esperar um recuo de algumas semanas nos próximos meses em meio a um processo natural de ajuste e embolso de lucros.

Entre os principais fatores que explicam a alta da Bovespa, estão:

  • Liquidez internacional elevada em meio a taxas de juros baixas nos EUA. Ou seja, o cenário externo segue favorável para o maior apetite ao risco e para o fluxo de capital estrangeiro em países como o Brasil

  • Perspectiva de continuidade de queda da taxa básica de juros (Selic), que reduz a atratividade de aplicações em renda fixa e aumenta a busca por ativos de maior risco como ações

  • Sinais de recuperação gradual da economia, o que melhora a perspectiva em relação ao resultado das empresas de capital aberto

  • Dólar em queda, o que reduz o o custo de importação de insumos e melhora as margens de lucros das empresas

  • Expectativa de avanço da agenda de reformas do governo Temer no Congresso

  • Recuperação do preço de commodities como petróleo e minério de ferro no mercado internacional, que impacta na valorização dos papeís de empresa como Vale e Petrobras

Fonte: https://g1.globo.com/economia/mercados/noticia/bovespa-150917.ghtml