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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 19/12/2017 08:17

Atitude do consorciado vem mudando nos últimos anos

Atualmente, há casos de pessoas que optam por um seminovo completo, a um zero quilômetro mais simples, privilegiando o conforto e praticidade

O Sistema de Consórcios tem 55 anos de história no Brasil, pois começou junto com a indústria automobilística na década de 60, aprimorou-se e atualmente, tem quase 6 milhões de consorciados ativos só em veículos automotores. Destes, 3,5 milhões participantes de grupos de veículos leves, possibilita ao consumidor escolher e adquirir os vários modelos de automóveis, utilitários e camionetas, novos e seminovos, por sorteio ou por lance, ao serem contemplados.

Nos últimos sete anos, o comportamento do consorciado desse setor vem se modificando e dividindo a preferência no momento da compra de um automóvel zero ou usado. De acordo com os dados da B3 houve crescimento da participação média mensal dos consórcios na aquisição de carros seminovos no total dos financiamentos. Enquanto em outubro de 2011 a presença era de 49,8%, no mesmo mês deste ano atingiu 75,4%, registrando um aumento de 25,6 pontos percentuais. Paralelamente, nos veículos novos houve retração de 50,2% (out/2011) para 24,6% (out/2017).

Liberdade

Segindo Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), com a liberdade de escolha que o consorciado contemplado tem, é possível entender que, na hora da compra do carro, o desejo inicial por um modelo ou marca tenha mudado. “Inclusive na análise do preço, quando a preferência possa ser por um seminovo mais equipado a um zero mais simples. A utilização do crédito, que ainda permite se beneficiar de até 10% do seu valor para custear tributos, transferências, documentação e seguro, é semelhante a ter o dinheiro no bolso, o verdadeiro poder de compra, que possibilita o consorciado decidir pelo que mais lhe convier”.

A crise econômica que atingiu o País modificou bastante o perfil do consumidor. “Ao considerar seu orçamento, suas necessidades individuais ou familiares”, diz Rossi, “a decisão final busca atender os objetivos do planejamento e da gestão de suas finanças pessoais”. No mercado de motos financiadas, o cenário dos mesmos sete anos é semelhante, porém em menor escala. Nos dados da B3, o crescimento da participação média mensal dos consórcios na aquisição de motocicletas usadas era de 5,1%, em outubro de 2011, enquanto no mesmo mês de 2017 chegou a 10,4%, duplicando a participação. Simultaneamente, nas novas registrou-se pequena retração, ficando o percentual de 94,9% (out/2011) para 89,6% (out/2017).

Fonte: http://abac.org.br/sistema/noticiasTextuais/1_(201712144747)o_estado.pdf