Associado
ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 20/02/2018 08:56

Consórcios superam 2 milhões de adesões e ultrapassam R$ 93 bi em 11 meses

No acumulado de janeiro a novembro de 2017, o Sistema de Consórcios superou a marca de 2,18 milhões nas vendas de novas cotas

No acumulado de janeiro a novembro de 2017, o Sistema de Consórcios superou a marca de 2,18 milhões nas vendas de novas cotas, 6,9% mais que as 2,04 milhões registradas no mesmo período do ano anterior. Os negócios relativos ultrapassaram R$ 93,3 bilhões (de janeiro a novembro de 2017) em créditos comercializados, 26,1% maior que os R$ 74 bilhões (de janeiro a novembro de 2016) anteriores. O tíquete médio mensal, um dos responsáveis pelo aumento, avançou 15,3% na comparação dos R$ 46,6 mil (novembro de 2017) sobre R$ 40,4 mil (novembro de 2016).

Os resultados de novembro mostraram ainda o recorde de vendas mensal no ano do consórcio de imóveis, com 32 mil adesões e 86% de crescimento sobre o volume de janeiro. As demais performances setoriais apontaram: 104 mil novas cotas vendidas de veículos leves, 68 mil de motos, 5,8 de veículos pesados, 3,1 mil de serviços e 2,1 mil de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, cuja soma, 215 mil, foi a quarta melhor do ano.

- Se analisarmos o comportamento do mercado consumidor e considerando que, em recente pesquisa feita pelo Banco Central em parceria com a Serasa Experian e o Ibope, cujo resultado apresentou 56% dos entrevistados assumindo não fazerem orçamento doméstico ou familiar, bem como 69% afirmando não terem poupado nenhuma parte da renda recebida nos últimos 12 meses, podemos afirmar que no crescimento constante dos consórcios em 2017, fato iniciado em maio de 2016, o planejamento financeiro tem sido a tônica das adesões - diz Paulo Roberto Rossi, presidente-executivo da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), que lembra que em outra pesquisa, feita pela Quorum Brasil a pedido da própria associação, a amostragem de consorciados que aderiram ao mecanismo cresceu de 67% para 82% em pouco mais de um ano, confirmando que, na hora de poupar com objetivo definido, seja pensando em adquirir um bem ou contratar um serviço, o consórcio é, sem dúvida, o caminho mais simples e econômico para concretização dos objetivos pessoais, familiares ou até mesmo empresariais".

O total de participantes ativos nos períodos, janeiro a novembro de 2017 x 2016, sinalizou estabilidade, ficando ao redor de 6,9 milhões.

Apesar da retração de 5,9% registrada no acumulado de contemplações de janeiro a novembro de 2017 contra 2016, com volume de 1,18 milhão (de janeiro a novembro de 2016) retraindo-se para 1,11 milhão (de janeiro a novembro de 2017), os créditos concedidos relativos anotaram ligeiro crescimento de 1,3%, subindo de R$ 36,01 bilhões (de janeiro a novembro de 2016) para R$ 36,48 bilhões (de janeiro a novembro de 2017).

O total de R$ 10,03 bilhões em créditos comercializados em novembro de 2017 apontou 13,5% a mais que os R$ 8,84 bilhões do mesmo mês do ano anterior. Entre o volume alcançado em janeiro e o de novembro, a alta foi de 55% sobre os R$ 6,47 bilhões iniciais.

Em novembro, as vendas de novas cotas registraram boas performances. As 215 mil adesões, quarto maior volume mensal do ano, proporcionaram um aumento na média dos 11 primeiros meses de 2017 para 198,6 mil, 6,9% superior à de 185,8 mil obtidas no mesmo período do ano anterior, confirmando a crescente procura pela modalidade.

O tíquete médio mensal, indicador que registra os valores contratados pelos consorciados quando da adesão, também anotou alta de 26,6% ao partir de R$ 36,8 mil em janeiro de 2017 para R$ 46,6 mil em novembro último. Em 2016, o avanço foi de R$ 33,6 mil (janeiro) para R$ 40,4 mil (novembro), com aumento de 20,2%.

A diferença verificada entre os valores registrados no 11º mês de cada período apontou crescimento, com o de 2017 ficando R$ 6,2 mil acima do de 2016.

Somente com os dados de janeiro a novembro, faltando ainda o fechamento de dezembro, os indicadores econômicos sinalizam a gradativa recuperação da economia brasileira. Com a maioria dos reajustes salariais sendo realizados com valores acima da inflação, com a inflação abaixo do centro da meta no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro de 2017, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontou taxa acumulando alta de 2,5% no ano e 3,0% nos últimos 12 meses, bem como o desemprego se reduzindo e, por outro lado, apesar dos elevados aumentos do combustível, energia elétrica e gás de cozinha, a perspectiva para 2018 é positiva.

O cenário otimista, com o país deixando para trás uma das piores recessões econômicas da história, festeja na contrapartida o crescimento do PIB nos três primeiros trimestres do ano. A confiança demonstrada pelos consumidores e empresários de praticamente todos os setores da economia vêm aumentando o que vislumbra um 2018 melhor.

- Com vários fatores apontando para aceleração dos negócios, certamente haverá espaço e oportunidades para investimentos em bens patrimoniais ou de bens móveis duráveis, bem como serviços de diversas naturezas, para os quais o consórcio poderá se tornar a melhor opção para realização pessoal, familiar ou até mesmo empresarial, lembrando que tal possibilidade poderá ser real se nenhuma turbulência política ocorrer e prejudicar a boa recuperação econômica, especialmente em um ano eleitoral - diz Rossi.

Fonte: http://abac.org.br/sistema/noticiasTextuais/1_(201802141149)monitor.pdf