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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

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Publicado em 14/03/2018 01:53

Consórcios crescem pelo quinto ano. Destaque para as motos

No Paraná e na Capital, frota em duas rodas é a que mais avança desde 2007

Enquanto grande parte dos setores da economia luta para se recuperar da crise, um segmento tem conseguido destoar num contexto de juros ainda altos e restrição no acesso ao crédito. São os consórcios, que entre janeiro e novembro do ano passado superaram a marca de 2,18 milhões na venda de cotas novas (alta de 6,9% na comparação com 2016), com mais de R$ 93,3 bilhões em créditos comercializados (variação positiva de 26,1%). Os dados são da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios.

Em Curitiba, o Consórcio Araucária, empresa associada à BR Consórcios e com atuação na Capital e Região Metropolitana, obteve resultados ainda mais expressivos, com crescimento de 14,5% nas vendas gerais de consórcios em 2017 na comparação com o ano anterior. O resultado ficou acima do esperado (a estimativa no início do ano era de alta na faixa de 10 a 12%), sendo que há cinco anos o setor vem registrando altas consecutivas, sempre na casa de dois dígitos. Na Capital, curiosamente o destaque são as motos.

“A área de consórcio realmente vem na contramão de todo esse cenário político e econômico que o país atravessa, além da limitação de crédito. E no cónsórcio não paga juros e pode programar a aquisição do bem. Então, para quem não consegue financiar, o consórcio é uma grande ajuda”, aponta Alecsander Daré, Gerente Regional do Consórcio Araucária.

Entre os diversos segmentos, o grande destaque foi o de motos, com crescimento de 20% no período, seguido pelo de automóveis (16%) e imóveis (10%). Tal crescimento, inclusive, teria relação com o fator economia, algo com que os trabalhadores brasileiros tem tido de se preocupar cada vez mais.

“No caso das motos, notamos que usam muito em função do trabalho, do dia a dia. É um meio de locomoção mais rápido e aí vem o fator economia também, porque gasta menos combustível, consegue estacionamento mais fácil. Eses itens que acabaram influenciando”, afirma Daré.

Fonte: http://abac.org.br/sistema/noticiasTextuais/1_(201803055736)bem_parana.pdf