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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 21/03/2018 02:05

Carta na manga

Aderir a um consórcio tem prós, mas exige planejamento

Adquirir um novo imóvel, seja para sair do aluguel rumo ao sonho da casa própria ou para aumentar o patamar de conforto da família, demanda planejamento e análise de todas as opções disponíveis. Uma das alternativas oferecidas no mercado é o consórcio imobiliário, modalidade que voltou a ganhar fôlego em função da restrição ao crédito, alta de juros e instabilidade econômica vividas pelo país nos últimos anos. Apesar de ter suas vantagens, na hora de assinar o contrato nessa modalidade é importante estar atento a uma série de detalhes para evitar frustração e até perda do investimento.

O consórcio imobiliário tem funcionamento similar ao de automóveis: um grupo é formado para arrecadar um valor estabelecido e, durante determinado período, gera uma poupança que é alimentada através de depósitos mensais. Até o final do período, um ou mais participantes do consórcio serão contemplados todos os meses, por meio de sorteio. Quem não for sorteado poderá sacar a carta ao final do contrato.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios Abac), a modalidade fechou 2017 com um aumento de 26% no número de adesões, em relação a 2016. Entre dezembro e janeiro, 14,66 mil pessoas foram contempladas em todo o país, um crescimento de 32,1% quando comparado com o ano anterior. 

PACIÊNCIA

Para o presidente regional da Abac, Rodrigo Freire, o consórcio é a alternativa ideal para quem quer ter economia e pagar o preço mais próximo do valor real do imóvel. Ele adverte, porém, que a modalidade não é mais indicada para quem tem pressa. Nesses casos, o financiamento tradicional é a melhor opção, pois o cliente já sai do banco com o dinheiro na mão.

"Sempre indico que na via de financiamento o cliente acaba pagando por dois imó­veis em função dos juros. Se ele não está com tanta pressa para selar a aquisição, o melhor custo benefício sai pelo consórcio", diz.

Segundo Rodrigo, o consumidor deve ter cuidado redobrado antes de aderir ao consórcio, pois uma vez dentro da modalidade o ressarcimento das parcelas pagas só acontecerá após o fim do prazo, quando todos os participantes ativos tiverem sido contemplados. "Uma dica que busco dar é: faça o orçamento do consórcio e quando tiver a estimativa de valor das prestações teste realizar o depósito em uma poupança durante seis meses, assim você passa a ter uma noção melhor se a modalidade é a mais adequada para a sua necessidade", aponta.

VEJA SE A MODALIDADE É A MAIS INDICADA PARA VOCÊ

Esteja atento ao prazo máximo do contrato. De acordo com a Abac, a duração média dos grupos de consórcio imobiliário é de 180 meses. Com isso o consumidor deve entender que ele pode ser o primeiro ou o último a ser contemplado, se houver urgência na compra a modalidade pode não ser a mais indicada.

Verifique a situação legal da administradora. O Banco Central disponibiliza em seu site a lista das empresas habilitadas a funcionar no país. O BC também elabora um ranking das administradoras com o maior número de reclamações. Cuidado com as falsas promessas para não acabar no prejuízo.

O lance pode encurtar o prazo de espera pela contemplação. Geralmente as administradoras possibilitam dois tipos de lance, fixo e livre. O lance fixo corresponde a um valor determinado pela empresa. Se mais de um participante oferecer, o desempate é feito por meio de sorteio. Já o lance livre não tem limite estabelecido e quem oferece o maior valor é contemplado.

Verifique as cláusulas de ressarcimento. Observe se o contrato assegura o recebimento das parcelas pagas em caso de desistência do cliente. É comum que o valor já investido seja ressarcido ao final do prazo, com as deduções contratuais.

Fonte: http://abac.org.br/sistema/noticiasTextuais/1_(201803192348)correio24b.pdf