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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 12/04/2018 02:27

Compra de veículo no caminho certo

Sem dinheiro na mão para obter o automóvel à vista, a saída para o consumidor pode ser financiar ou entrar em um consórcio

Ao despertar interesse em adquirir um veí­culo, a primeira dú­vida é: qual o melhor meio para comprá-lo: consórcio ou financiamento? A resposta pode ser os dois, tendo em vista as necessidades de cada um. Segundo a Sociedade Brasileira de Administradores de Consórcio (Abac), houve um aumento de 25% no número de consórcio para seminovos em um comparativo entre 2011 e 2017.

Mas para quem precisar do veículo com urgência, consórcio não é uma boa opção, pois é um sistema em que o contratante começa a pagar antes de receber o produto. Para participar, é necessário procurar uma empresa especializada e de confiança no mercado que reúne interessados no consórcio e vende as cotas para formar um grupo. Esse grupo precisa de um número mínimo. É possível entrar em um já formado. Ao entrar no grupo, o contratante receberá um boleto para pagar as parcelas, que podem sofrer reajustes.

Cada empresa realiza, no mínimo, um sorteio mensal entre os participantes que estão com o pagamento em dia. No boleto, deve constar todas as informações do sistema, como quantidade de contratantes e número de sorteados no último mês. É possível realizar lance dentro do grupo para tentar acelerar o processo do sorteio. Os interessados no lance disputam pelo número de parcelas que conseguem pagar naquele mês. Ao antecipar o pagamento das mensalidades, há mais chances de levar o carro. O consórcio não adota cobrança de juros, mas taxa administrativa.

Outra opção para quem quer comprar seu veículo é o financiamento, que permite o recebimento do bem imediatamente. Ele pode ser realizado através de banco privado ou público, de Crédito Direto ao Consumidor (CDC), composto por contrato, valor de entrada à vista (há financiamentos que não exigem pagamento de entrada) e pagamento de parcelas, que podem chegar a 60 ou até 72 meses, com juros acrescidos.

Para o financiamento ser aprovado, o banco fará uma análise sobre o cliente (se possui saldo negativo, quais são as dívidas fixas, se não comprometem a renda mensal e permite o pagamento do financiamento). A partir daí, o banco estabelecerá a quantidade de parcelas que encaixa melhor no perfil do cliente. Lembrando que a quantidade de parcelas influencia diretamente no valor dos juros cobrado pelo banco: mais parcelas representam juros maiores. Clientes negativados podem ter o financiamento aprovado pelo banco desde que sejam servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS, pois a parcela será debitada automaticamente do salário ou do beneficio.

Consórcio X Financiamento

Formas de pagamento

Os valores cobrados variam de uma administradora para outra, pois cada instituição pode fixar um percentual a ser cobrado, sendo a parcela reajustada de acordo com os critérios pré-estabelecidos no contrato. Então, fique atento às cláusulas presentes em seu contrato.

Empresa responsável

Administradoras de consórcio

Vantagens

Não há entrada e nem cobrança de juros

Taxas

Não há cobrança de juros. O consórcio cobra uma taxa administrativa (para compensar prestação do serviço).

Formas de pagamento

A maioria dos bancos autorizam apenas compradores que possuem 20% do valor do bem desejado. Mas, para quem é servidor público, aposentado ou pensionista do INSS é mais fácil ter o financiamento autorizado

Empresa responsável

Banco privado ou público

Vantagens

Liberação imediata do valor para a compra do veículo.

Taxas

É cobrado juros que geralmente são baseados em dois tipos de tabelas: SAC (com prestações que tendem a ser decrescentes); tabela price (com prestações constantes).

Fonte: http://abac.org.br/sistema/noticiasTextuais/1_(201804100023)diario_de_pernambuco.pdf