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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 07/05/2018 01:56

Consórcio de imóveis cresce 7,3% em um ano

A aquisição de imóveis através de consórcios voltou a crescer

A aquisição de imóveis através de consórcios voltou a crescer. A modalidade de crédito avançou 7,3% em março, em comparação com mesmo mês do ano passado, de acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio ( ABAC ). Hoje, são 850 mil participantes em todo país.

A grande vantagem da modalidade é não cobrar os altos juros de um financiamento imobiliário. Apesar da expectativa de ser contemplado com o valor da carta de crédito em pouco tempo, o prazo máximo para receber o valor e adquirir a casa própria é de 18 anos, enquanto isso o cotista terá que pagar os custos de aluguel, por exemplo.

A decisão por comprar uma cota do consórcio imobiliário deve ser analisada com cautela. De acordo com especialistas, o sistema é adequado para consumidores que buscam construir poupança de longo prazo e que não têm pressa para adquirir o imóvel.

Trabalhadores usaram R$ 34 mi em FGTS

Na modalidade de consórcio de imóveis, é possível utilizar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A utilização parcial ou total dos saldos das contas do FGTS somou pouco mais de R$ 34,23 milhões, feitos por 795 trabalhadores que são participantes de consórcio de imóveis, no primeiro trimestre de 2018, segundo dados da Associação Brasileira de Consórcio ( Abac ).

— O cotista pode usar o fundo para oferecer um lance no consórcio e aumentar as chances de ser contemplado mais rápido. A outra possibilidade é, se já foi contemplado, ele pode complementar a carta de crédito para adquirir o imóvel — explica Paulo Rossi, presidente da Abac .

Para especialistas, dois termômetros são importantes antes da adesão ao consórcio e devem ser observados pelo candidato; a taxa de inadimplência do consórcio e sua taxa de administração.

Entrevista: Paulo Roberto Rossi, presidente da Associação Brasileira de Consórcios

A que fatores podemos atribuir esse crescimento da modalidade?

A pessoa está entrando como uma poupadora. O que percebemos foi uma mudança do comportamento do consumidor durante a crise, especialmente observando conceitos da educação financeira. Na última pesquisa que fizemos em 2016, a maior parte dos cotistas era formada pelas classes C e D. Tem um apelo popular interessante.

Houve alguma alteração de modelo?

Notamos ainda que houve um prologamento do tempo médio dos consórcios, que passaram de 10 anos para 16 anos.

Fonte: http://abac.org.br/sistema/noticiasTextuais/1_(201804271513)o_globo_site.pdf