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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

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Publicado em 24/05/2018 02:32

Consórcio de imóveis registra crescimento

Quando se fala em compra de imóvel, o consórcio surge como opção ao financiamento

Quando se fala em compra de imóvel, o consórcio surge como opção ao financiamento. Essa é uma alternativa que vem crescendo e desperta interesse de quem faz a compra planejada e não precisa se mudar com urgência.

Dados da Associação Brasileira de Consórcios (Abac) mostram que no primeiro trimestre, a modalidade avançou 8,4% no total de vendas de novas cotas em comparação ao mesmo período de 2017. O acumulado chegou a 577 mil adesões entre janeiro e março contra versus 532,5 mil no País. Em março foram comercializadas 204 mil unidades, o recorde do ano. Os negócios contratados cresceram 8,3% quando comparados ao mesmo trimestre do ano passado. O volume alcançou R$ 22,14 bilhões contra R$ 20,45 bilhões de igual período anterior.

Para o presidente da entidade, Paulo Roberto Rossi, os indicadores econômicos apontam para o fim da crise. “Isso está animando o consumidor a voltar a investir no consórcio, que tem como essência o planejamento financeiro, hábito mais adotado depois da crise.”

Características

Uma das vantagens do consórcio frente ao financiamento é a inexistência da taxa de juros. O que há é uma taxa de administração que varia conforme o grupo. Hoje, o prazo foi estendido para 200 meses. Antes da recessão, variava de 120 a 150 meses. Segundo Rossi, numa simulação de um grupo de 200 meses, com taxa de 20% durante o período, por mês a cobrança é de 0,10%. Uma simulação de um consórcio de R$ 300 mil, com taxa de 20%, 200 meses e reajuste anual de 4% vai representar R$ 498.380,80 pagos, com uma parcela inicial de R$ 1,8 mil e final de R$ 3,3 mil.

“Para ter segurança, é fundamental procurar uma administradora autorizada pelo Banco Central, pesquisar as taxas e calcular se tem capacidade financeira para arcar com esse crédito”, orienta. Outra preocupação é observar qual será o índice de reajuste anual da parcela e do crédito.

O executivo afirma ainda que a liberdade de usar o crédito, para a casa própria, no campo, na praia, nova, usada é outro benefício. O que atrai os interessados também é o fato de existir a possibilidade de ser contemplado com o bem por sorteio.

Ou ainda ofertando um lance, que permite também o uso do FGTS como parte do negócio, desde que obedecidas todas as regras do Fundo. “Do ponto de vista financeiro, o consórcio é mais vantajoso que o financiamento já que não tem juros, mas é para quem não tem urgência. É uma questão de necessidade”, afirmou o economista Hipólito Martins Filho. (LM)

Fonte: http://abac.org.br/sistema/noticiasTextuais/1_(201805185212)diario_da_regiao.pdf