Associado
ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 14/09/2018 09:01

Cresce a procura por consórcio para viagem, reformas, festas e até cirurgia plástica

Para além dos tradicionais imóveis e veículos, viagens, festas, móveis, intercâmbio e até cirurgias e procedimentos estéticos são os novos queridinhos no ramo de consórcios de serviços

Para além dos tradicionais imóveis e veículos, viagens, festas, móveis, intercâmbio e até cirurgias e procedimentos estéticos são os novos queridinhos no ramo de consórcios de serviços — o segmento mais novo da modalidade — que ganha força no mercado. A opção atrai por oferecer parcelas menos salgadas, que cabem no bolso do consumidor e é foco das empresas e bancos que oferecem a alternativa, pois tem uma cartela variada de opções.

De acordo com pesquisa feita pela assessoria econômica da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), o segmento de consórcio de serviços apresentou crescimento de 83% no total de participantes ativos entre junho de 2016 e junho de 2018, o que superou as expectativas do setor. Ainda de acordo com o levantamento, os serviços residenciais (reformas) lideram a lista de preferências, sendo o mais procurado com 54,5%, seguido de festas e eventos, com 5,2%, e saúde e estética, com 1,8%. Outros consórcios procurados foram para serviços odontológicos com 1,3%, turismo, com 1,2% e educação, com 0,4%.

Para quem se interessou pela modalidade e quer contratar um consórcio de serviços, vale destacar que a opção funciona exatamente como um consórcio mais tradicional de imóveis, carros e motos: os clientes formam um grupo através de uma empresa que oferece o produto, adquirem as cotas e, para ter direito ao dinheiro, devem esperar o sorteio de contemplação ou dar um lance. De acordo com a Abac, a carta de crédito na modalidade de serviços tem valores que variam de R$ 5 mil a R$ 24 mil.

— A expansão na variedade de utilizações dos créditos no consórcio de serviços resultou da flexibilidade proporcionada pela modalidade, especialmente quando aliada a custos menores, prazos mais longos e ampla liberdade na utilização em um ou mais objetivos pessoais, familiares e até empresariais, no momento da contemplação — esclarece Paulo Roberto Rossi, presidente-executivo da Abac.

Entenda como funciona

  1. Imagine, por exemplo, que quer comprar um carro, mas não tem dinheiro para pagar à vista nem disposição para arcar com os juros de um financiamento.

  2. Uma saída é se juntar a um consórcio para uma espécie de compra coletiva, por meio da qual cada integrante do grupo se compromete a pagar um valor mensal.

  3. Esse valor, somado à contribuição das outras pessoas, formará um caixa para comprar o carro, que será entregue a um dos integrantes do grupo.

  4. O processo se repetirá, até que todos tenham o carro desejado. De tempos em tempos, um sorteio é feito e um consorciado dá um lance para adquirir a carta de crédito.

Consórcio de serviços

A modalidade é abrangente e envolve não um bem específico, mas serviços como casamentos, formaturas, bailes, aniversários, viagens, cirurgias, tratamentos odontológicos e estudos dentro ou fora do país.

O consorciado decide que tipo de serviço ele deseja obter. O segredo, dizem especialistas, é escolher os melhores planos  os que oferecem valores que sejam suficientes para o consorciado realizar um sonho de médio ou longo prazo.

Investimento a longo prazo

De acordo com a pesquisa realizada pela Abac junto às administradoras de consórcios associadas, verificou-se que, nos grupos de consórcios constituídos, o prazo médio da modalidade de serviços é de 38 meses e o valor do crédito, em média, é de R$ 7,2 mil. Já a taxa média mensal de administração praticada ficou em 0,46%, ou 5,66% ao ano.

Pelo levantamento, o volume de crédito comercializado via consórcio de serviços foi de R$ 158 milhões entre janeiro e junho deste ano, aumento de 61% em relação ao mesmo período de 2017. Se comparado ao mesmo intervalo de 2016, o percentual de crescimento chega a 270%.

— Quem precisa de um produto ou serviço a curto prazo não deve contratar um consórcio. Essa modalidade serve e é muito interessante para quem se planeja e tem um prazo mais longo para adquirir o que deseja, seja uma viagem ou cirurgia estética, por exemplo — diz o professor de finanças da faculdade Ibmec – RJ, Filipe Pires.

Cotas

É a identificação do cliente no grupo. Se existem 400 consorciados pagando mensalidades para adquirir bens ou serviços semelhantes, os valores das contribuições individuais são reunidos, formando o fundo comum. Cada cota corresponde a uma participação no consórcio. Na prática, a cota é um bem, pois representa todo o valor que a pessoa pagou durante a participação no grupo. Há pessoas que negociam cotas.

Como dar um lance

Mensalmente, os membros do consórcio se reúnem para uma assembleia. Neste dia, acontecem os sorteios, que definem quem receberá a carta de crédito. Caso queira, cada consorciado pode oferecer um valor para antecipar o pagamento das parcelas (lance). Quem oferece o maior valor em dinheiro também é contemplado. Quem faz uma oferta e não é escolhido não precisa arcar com o lance, podendo guardar o dinheiro para tentar novamente nos meses seguintes.

Carta de crédito

É um documento que equivale ao valor total do consórcio. É plenamente aceita no mercado, uma vez que é garantida pelo Banco Central, e é utilizada para a aquisição de um bem ou para a contratação de um serviço.

Fonte: http://www.abac.org.br/sistema/noticiasTextuais/1_(201809103741)98FM_site.pdf