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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 26/09/2018 10:58

Crescem os consórcios de bens móveis

Depois de vivenciar as consequências da crise econômica, o consórcio de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis vem registrando recuperação

Depois de vivenciar as consequências da crise econômica, o consórcio de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis vem registrando recuperação, apoiado pelo comportamento mais responsável do consumidor que, ao praticar a essência da educação financeira, passou a assumir novos compromissos financeiros dentro de sua capacidade de pagamento e no limite do orçamento mensal pessoal ou familiar.

Nos últimos três semestres, o total de participantes ativos cresceu de 26,5 mil consorciados, anotado em junho de 2017, para 32 mil em dezembro de 2017, chegando aos 34,75 mil em junho último, registrando aumento de 31,1% nesse período.

Segundo Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, “mais consciente de suas finanças pessoais, muitos consumidores têm programado a primeira compra ou a troca de seus eletroeletrônicos pelo consórcio. Ao focar qualidade de vida, tem utilizado a modalidade em razão do custo final mais baixo com prazos mais longos e, portanto, com parcelas mais acessíveis.”

Eventos, como a recente Copa do Mundo e os futuros Black Friday e Natal, tornam os produtos mais desejados, transformando em real a expectativa de crescimento desse setor industrial e no comércio, especialmente via consórcio.

Recente levantamento feito pela assessoria econômica da ABAC junto às administradoras que atuam nesse segmento, mostrou uma presença maior do público masculino com 55%, seguida pelas mulheres com 32,5% e por pessoas jurídicas com 12,5%.

A preferência de compra, após a contemplação, foi pela chamada Linha Marrom com 37,9%, que inclui os televisores, por exemplo. Em segundo lugar estiveram os computadores, notebooks, tabletes e smartphones, que somaram 19%. Na sequência, ficou a Linha Branca, que compreende geladeiras e fogões, com 17,5%. Bastante próximos, estiveram os bens móveis duráveis como sofás, camas, armários, que marcaram 12,9%, e “outros” como colchões e bicicletas com 12,7%.

O valor médio dos créditos contratados esteve entre R$ 1,3 mil a R$ 37,1 mil, posicionando a média de R$ 5,1 mil, para prazo médio de 45 meses, com taxa média de administração de 0,405% ao mês, tendo o IGP-M como principal indexador de correção do crédito.

“O consórcio continua sendo a modalidade de compra parcelada que possibilita um melhor planejamento financeiro pessoal, familiar e até empresarial. Para os que desejam adquirir veículo, imóvel ou eletroeletrônico, o mecanismo conta com parcelas mensais acessíveis aos orçamentos, tornando um atrativo para o consumo consciente e responsável”, complementa Rossi

Nos seis primeiros meses deste ano, os consórcios acumularam 1,22 milhão de adesões, sendo 12,45 mil [1%] em cotas do setor de eletros, e 4,84 mil contemplados que corresponderam a R$ 25,90 milhões em créditos concedidos.

Nesse período, o acumulado de créditos comercializados com as novas cotas de todo o Sistema de Consórcios chegou a R$ 48,30 bilhões, incluindo R$ 62,75 milhões relativos às adesões ao consórcio de eletros.

Fonte: http://www.abac.org.br/sistema/noticiasTextuais/1_(201809250422)pag_consorcio.pdf