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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

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Publicado em 24/07/2014 11:56

Vendas de consórcios caem no Brasil, mas crescem no Paraná

Enquanto as vendas de consórcios no País caem 10,2% no primeiro semestre, os bons resultados na agricultura paranaense aquecem o mercado e as vendas de novas cotas aumentam

As vendas de novas cotas de consórcios tiveram uma retração de 10,2% no primeiro semestre de 2014 em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados da Associação Brasileira de Administradores de Consórcios (Abac), as vendas caíram de 1,27 milhão no primeiro semestre de 2013 para 1,14 milhão no primeiro semestre deste ano.

Como consequência, o volume de crédito comercializado também apresentou decréscimo. Baixaram de R$ 40,8 bilhões (jan-jun/2013) para R$ 36,8 bilhões (jan-jun/2014), com redução de 9,8%. Ao mesmo tempo, o total de participantes ativos bateu recorde ao atingir a marca de 5,94 milhões em junho deste ano, contra os 5,47 milhões do mesmo mês em 2013. Embora não haja números regionalizados, no Paraná, afirma a Abac, as vendas de novas cotas cresceram.

Dados da associação apontam que o sistema de consórcios brasileiro injetou mais de R$ 18 bilhões no mercado nos primeiros seis meses. Os números só não foram maiores, por causa da redução no número de dias trabalhados, entre feriados, fins de semana prolongados ou emendas, ou ainda pelas paralisações em dias de jogos da Copa do Mundo.

Segundo José Roberto Luppi, presidente da Regional Paraná da Abac e diretor operacional da BR Consórcios, que administra vários consórcios, o Paraná, de modo geral, tem um desempenho melhor que a média nacional. “Embora não haja dados regionalizados porque dependemos do Banco Central para isso, posso dizer – com base em dados da nossa empresa – que a retração no Estado é menor que os números nacionais”, afirma. Segundo ele, isso tem a ver com a economia do Paraná que, embora diversificada, ainda tem a agricultura como carro-chefe. “Como o setor é mais estável, isso reflete nos outros segmentos.”

De acordo com Luppi, os números da BR Consórcio no Estado estão melhores que no ano passado. “Tivemos um crescimento de 14% em vendas de novas cotas. E, por produtos, imóveis e motocicletas tiveram um crescimento constante. De automóveis, as vendas ficaram equilibradas.” Segundo ele, o único segmento que sofreu um pouco foi o de serviços. “Este está muito ligado ao consumo – seja uma festa, uma viagem ou um reparo estético – e quando há retração na economia como um todo, ele também tem uma ligeira queda.” De modo geral, segundo Luppi, o paranaense encara o consórcio como uma espécie de poupança. “Por isso, o crescimento no segmento de imóveis.”

O delegado regional do Conselho Regional de Economia (Corecon), Laércio Rodrigues de Oliveira, diz que o consórcio é uma boa opção para quem não é disciplinado o suficiente para poupar uma quantia todos os meses. “Porém, isso só vale se a pessoa já tem seu imóvel ou não precisa do bem com urgência. Pagar aluguel e mensalidade pode ser pesado. Melhor pegar um financiamento”, orienta. Segundo ele, se o consumidor é mais organizado, o melhor é separar o dinheiro e deixar na poupança. “A poupança, por menor que seja o juro, ainda paga alguma coisa. Já nos consórcios, há a taxa de administração que varia de consórcio para consórcio.”

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