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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 25/07/2014 09:36

Crédito imobiliário cresce 7% no semestre

Apesar do resultado, desempenho em junho foi 19% menor do que no mesmo mês de 2013; entidade do setor culpa folgas durante Copa

 

 
Anderson Coelho/27-11-2013
O volume de empréstimos para compra e construção de imóveis fechou o primeiro semestre em R$ 53,1 bilhões, alta de 7% sobre os R$ 49,6 bilhões do mesmo período de 2013, conforme boletim divulgado ontem pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). A variação está bem abaixo da projeção da entidade para o ano, que é de crescimento de 15% sobre o ano passado, principalmente pela queda de 19% no índice de junho ante o mesmo mês de 2013. 

Segundo a Abecip, o menor número de dias de trabalho por conta da Copa do Mundo influenciou o resultado do mês passado. Os R$ 9 bilhões de junho deste ano representam quedas de 7% ante os 

R$ 9,7 bilhões de maio e de 19% sobre os R$ 11,2 bilhões de junho de 2013, quando foi atingida a maior marca em 20 anos. No entanto, diante da alta de 18% na contratação de crédito imobiliário nos últimos 12 meses ante o período imediatamente anterior, a entidade mantém a projeção para o ano. 

O presidente da Abecip, Octavio de Lazari Junior, disse ontem, em coletiva de imprensa, que o País parou durante a Copa, mas que deve ocorrer uma recuperação em julho e agosto, mesmo com o cenário mais desaquecido. "Mantemos a nossa expectativa de crescimento de 15% para este ano. O crédito é multiplicador do PIB (Produto Interno Bruto). É natural que com o PIB crescendo menos, cerca de 1%, o crédito imobiliário tenha um crescimento mais moderado." 

Para o diretor de economia do Sindicato da Indústria de Construção Civil (Sinduscon) do Norte do Paraná, Olavo Batista Júnior, o índice é um pouco otimista demais e se refere mais a uma média nacional. Em Londrina, ele disse que a previsão é de 10% de evolução no crédito imobiliário, com 7% para o setor de construção civil como um todo. "Vejo uma cautela nos compradores. Eles existem, têm intenção de compra, mas buscam ficar mais seguros antes de fechar negócio." 

O executivo do setor em Londrina não descartou, porém, que ocorra uma demanda menor por financiamentos diante do cenário econômico de incerteza, ainda que as taxas de juro imobiliário não tenham acompanhado a alta da Selic, de 7,25% em abril de 2013 para 11% hoje. Ele disse que mesmo que os bancos não repassem a variação, a percepção do consumidor da situação nacional pelo noticiário diminui o ânimo de ir às compras. 

Para a Abecip, a previsão é de que a alta da Selic tenha reflexo próximo a zero sobre a taxa de financiamento imobiliário. "Não vejo nenhuma perspectiva (de impacto). O Banco do Brasil e a Caixa ajustaram um pouco, pois estavam fora da curva, com um preço bem abaixo do mercado", afirmou o presidente da entidade. 

Batista Júnior, no entanto, fez duas ressalvas. A primeira é que a tomada de financiamentos ocorre de um a dois anos após a compra do imóvel, quando o contrato é assinado. Por isso, a previsão de crescimento remete ao mercado no período de 2012 a meados de 2013, e não ao atual. "É preciso entender também que a taxa pode ser a mesma, mas os bancos podem estar mais rigorosos para liberar o crédito, o que diminui a chance de se conseguir o financiamento." (Com Agência Estado) 



Fábio Galiotto
Reportagem Local
 
http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--2927-20140725&tit=credito+imobiliario+cresce+7+no+semestre