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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 04/08/2014 10:52

Entra em funcionamento o cadastro positivo - bom pagador

Para entrar no cadastro, é preciso fazer adesão. O consumidor deve autorizar para que as empresas tenham acesso aos dados positivos.

Para entrar no cadastro, é preciso fazer adesão. O consumidor deve autorizar para que as empresas tenham acesso aos dados positivos. O banco de dados consta informações de contratos como financiamentos e crediários. Também são registrados os pagamentos de contas de águas, luz, telefone e escola, por exemplo.

 Conforme a lei federal 12.414/11, cabe ao consumidor autorizar ou não a inclusão de seu nome, de forma 100% sigilosa, em um banco de dados atestando não possuir débitos em aberto (ou seja, estar com as contas no azul). Aos bancos, cabe pedir essa autorização e, se aceita, enviar os dados a empresas que gerem o cadastro, como Serasa e Boa Vista Serviços.

A grande diferença em relação ao cadastro negativo é que este inclui o nome do devedor de forma automática na "lista negra" das empresas de análise de crédito.

Para o presidente da Boa Vista, Dorival Dourado, a adesão não depende apenas dos bancos – que já estariam equipados tecnologicamente para alimentar o sistema –, mas de uma campanha de conscientização para quebrar a resistência do próprio consumidor em fornecer seus dados.

“A lei prevê que o consumidor é o polo ativo do processo e cabe a ele optar de maneira espontânea. Mas é importante que os bancos e o varejo passem a ser pontos fortes de captura das autorizações”, reforça.

Juros menores e queda da inadimplência

A expectativa é de que o cadastro, se consolidado, ajude as instituições que concedem crédito a reduzir os juros aos bons pagadores, diminuindo assim os níveis de inadimplência. Se ocorrer desta forma, o processo interessa às duas pontas do negócio.

Mas isso deve levar, no mínimo, quatro anos, na opinião de Dourado. “Não acho que as adesões tenham sido baixas. É natural que iniciem de forma lenta e passem a evoluir de modo gradativo”, acredita. A Febraban também estima um prazo mínimo de quatro anos para os efeitos do cadastro começarem a impactar positivamente no crédito.

 http://www.oablondrina.org.br/noticias.php?id_noticia=41738