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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 16/10/2014 09:42

Comércio cresce 1,1% em agosto no País

Nos oito primeiros meses deste ano, o setor acumula uma alta de 2,9%

Rio - Após dois meses de retração, o comércio do País registrou crescimento de 1,1% em agosto, na comparação com julho, num primeiro sinal de melhora do nível de atividade do setor. Em relação a agosto de 2013, o varejo mostrou uma queda 1,1%. Já nos oito primeiros meses deste ano, o setor acumula uma alta de 2,9%. A taxa em 12 meses encerrados em agosto aponta uma expansão de 3,6%. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). 

CENÁRIO
Apesar da retomada em agosto, o varejo sofre neste ano com a menor disposição dos consumidores de irem às compras, num ambiente de juros maiores, inadimplência elevada, freada do emprego e da renda e preços mais altos. Com esse cenário, especialistas esperam um crescimento da ordem de 4% neste ano, num ritmo inferior ao dos anos anteriores. 

De julho para agosto, a reação do comércio ocorreu de forma quase generalizada: oito das dez atividades pesquisadas apresentaram variações positivas, segundo o IBGE. Os destaques ficaram com o crescimento dos setores de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (7,5%), tecidos, vestuário e calçados (3,2%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,5%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,6%), combustíveis e lubrificantes (1,4%), móveis e eletrodomésticos (1,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (0,9%) e material de construção (0,2%). 

Segmento de maior peso no comércio, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registraram uma pequena queda de 0,1%. 

VEÍCULOS
Outro importante ramo, o de veículos e motos, partes e peças, mostrou uma perda maior: 2,5%. O setor sofre com o consumo menor de automóveis, o crédito restrito e a intenção dos consumidores de não assumirem dívidas de valor alto, num momento em que a renda já não cresce na mesma velocidade de antes e a inflação corrói o poder de compra. 

Em setembro, os emplacamentos de veículos subiram 8,08% na comparação com o mês anterior, segundo a Fenabrave (federação das distribuidoras de veículos). No entanto, ante setembro de 2013 houve retração 2,92%. O mesmo acontece no ano. Consideradas em conjunto, as vendas de todos os segmentos do setor automobilístico acumulam retração de 7,99% nos primeiros nove meses de 2014. Os ramos de veículos e material de construção vendem seus produtos também por atacado. Por este motivo, não integram o índice do comércio varejista. 

O IBGE calcula o indicador do varejo ampliado, que incluiu também esses dois segmentos. Nesse caso, as vendas do comércio mais amplo apontaram queda de 0,4% de julho para agosto diante da queda de veículos. Já em 12 meses, a taxa se manteve positiva (0,6% até agosto), embora abaixo do varejo "puro". 

Sintonia
Os números estão em sintonia com a reação mostrada também pela indústria e apontam para uma expansão do PIB desde terceiro trimestre, após dois trimestres consecutivos de queda - período no qual economistas apontaram uma recessão técnica. Em agosto, a indústria surpreendeu e manteve a tendência de melhora iniciada em julho. O setor registrou expansão de 0,7% frente ao mês anterior. Em julho, a produção industrial do País havia crescido 0,7% ante junho, interrompendo quatro meses consecutivos de queda. Com esses dois meses seguidos de alta, a indústria soma expansão de 1,4%, mas não recompõe as perdas do período de retração do setor. De março a junho, o setor fabril acumulou uma perda de 3,4%.

http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--1731-20141016&tit=comercio+cresce+11+em+agosto+no+pais