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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 30/10/2014 09:53

Arrecadação no PR cai 5,64% no acumulado do ano

No Brasil, segundo a Receita Federal, há um crescimento de 0,67% em 2014

A arrecadação de impostos no Paraná somou R$ 4,715 bilhões em setembro, o que representa um crescimento de 0,23% na comparação com setembro do ano passado. No acumulado do ano, a arrecadação do Estado está em R$ 43,747 bilhões, uma queda de 5,64% na comparação com o mesmo período de 2013. Já, no Brasil, a arrecadação chegou a R$ 90,722 bilhões em setembro, tendo crescido 0,92% em relação a setembro do ano passado. E, no acumulado de 2014, soma R$ 862,510 bilhões – alta de 0,67% sobre igual período de 2013. 

Os números foram divulgados ontem pela Receita Federal e estão corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). 

A arrecadação acumulada de R$ 43,747 bilhões no Paraná inclui R$ 14,483 bilhões (33%) de recursos previdenciários. Em relação aos impostos, o mais representativo é o Imposto de Renda (pessoas física e jurídica), que acumula R$ 10,088 bilhões, ou 23% do total. Depois, vem a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), cuja arrecadação soma R$ 7,675 bilhões (17%). 

A Cofins foi a que sofreu maior queda no acumulado do ano, de 12,69%. Depois, vem o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que caiu 11,21%. A arrecadação de PIS/Pasep baixou 10% e a do imposto de importação/exportação, desceu 9,6%. O único que teve aumento foi o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de 6,29%. Isso porque, no ano passado, o governo federal havia concedido isenção de IPI para automóveis e para a linha branca, entre outros produtos. 

Segundo Vergílio Concetta, assessor da Superintendência Regional da Receita Federal na 9ª Região Fiscal, a queda na arrecadação é um bom termômetro para medir o desaquecimento econômico do Estado. "Há uma retração praticamente em todos os impostos, sinal de uma economia que não está indo bem", afirma. O assessor diz que a tendência até o final de ano é de "certa recuperação" porque aumentará principalmente a arrecadação de imposto de renda na fonte devido ao 13º salário dos trabalhadores. 

Para o economista do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Francisco José Gouveia de Castro, a arrecadação vem apresentando uma performance pior no Paraná que na média nacional devido ao nível de industrialização do Estado. "As desonerações feitas pelo governo federal nos últimos anos pesam mais sobre a indústria. Dessa forma, afetam mais a arrecadação dos estados mais industrializados", afirma. Castro ressalta que somente o setor automotivo paranaense enfrenta uma retração de 30% neste ano. 

 
 
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