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Publicado em 07/11/2014 09:59

Paraná é um dos que mais perdem participação no PIB industrial

Curitiba - O Paraná junto com os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul foram os que mais perderam participação no Produto Interno Bruto (PIB) da indústria brasileira entre 2001 e 2011.

Curitiba - O Paraná junto com os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul foram os que mais perderam participação no Produto Interno Bruto (PIB) da indústria brasileira entre 2001 e 2011. O levantamento é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que divulgou ontem o Perfil da Indústria nos Estados. São Paulo apresentou recuo de 7,7 pontos percentuais em sua fatia no PIB industrial nesse período, seguido pelo Rio Grande do Sul (-1,2 ponto percentual) e Paraná (-1 ponto). 

Impulsionado pela indústria de petróleo e gás, especialmente pelo pré-sal, o Rio de Janeiro foi o que registrou o maior aumento de participação no PIB industrial, com acréscimo de 2,5 pontos percentuais. Em seguida, os maiores avanços foram registrados por Minas Gerais (2,2), Tocantins (1,5) e Espírito Santo (1,2). 

O gerente de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, explicou que há uma desconcentração na indústria no Brasil. Segundo ele, as empresas estão procurando ou se aproximar de mercados consumidores ou do fornecimento de seus insumos. "As indústrias investem em outros estados em busca do consumidor", pontuou Fonseca, destacando que as regiões mais procuradas para isso têm sido o Norte, Nordeste e Centro-Oeste. 

O representante da CNI também apontou que o crescimento de Minas Gerais está associado ao aumento das exportações de minério de ferro para a China. Por outro lado, o resultado menor do Paraná, de São Paulo e do Rio Grande do Sul ocorreu porque as outras regiões brasileiras estão crescendo mais rápido. De acordo com ele, o avanço dos menos desenvolvidos faz o Sul e Sudeste caírem. O lado positivo disso, segundo ele, é a redução das desigualdades no Brasil. 

Já o economista da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher, acredita que o aumento da participação do Norte e Nordeste no PIB industrial ocorreu em função dos programas sociais que fez essas regiões aumentarem o consumo e, por consequência, a produção local. Além disso, lembra ele, muitas indústrias foram atraídas para o Nordeste devido aos incentivos fiscais oferecidos por alguns estados. Ele destacou ainda que setores intensivos de mão de obra migraram do Sul e do Sudeste para o Nordeste por pagar salários menores. 

Ele esclareceu que o fato de ter caído a participação do Paraná e São Paulo no PIB industrial brasileiro não quer dizer que estes estados não cresceram, mas que cresceram menos. Para Zurcher, isso também é um reflexo da falta de política industrial do governo para desenvolver o setor no País como um todo. 

O economista do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Francisco José Gouveia de Castro, avaliou que o resultado do Paraná, São Paulo e Rio Grande Sul também está relacionado com a pouca participação destes estados na indústria extrativa de minérios e petróleo. Para ele, os incentivos fiscais oferecidos pelo Nordeste também tiveram um peso grande para desenhar este novo quadro. "A demanda chinesa por minério de ferro foi brutal", salientou. Além disso, lembrou que o setor de serviços cresceu muito no Paraná, o que reduziu a participação da indústria no PIB. 

 
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