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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 20/11/2014 09:56

Prévia da inflação fica em 0,38% em novembro

IPCA-15 veio menor que em outubro, quando chegou a 0,48%; no acumulado de 12 meses índice subiu 6,42%

Curitiba - A prévia da inflação de novembro que ficou em 0,38% veio menor que em outubro quando tinha sido de 0,48%. O resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) foi beneficiado pelo ritmo menor de alta dos alimentos que subiram 0,56% contra os 0,69% em outubro. O índice foi divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

No acumulado de 12 meses, o índice subiu 6,42%, depois de ter chegado a 6,62% em meados do mês passado e ficar acima do limite da meta do governo, de 4,5% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. 

A principal pressão no grupo de alimentos veio de carnes (1,90%), que liderou o ranking dos principais impactos pelo terceiro mês consecutivo e contribuiu com 0,14 ponto percentual da inflação de novembro. Também pressionaram itens como batata (13,85%), tomate (12,12%) e frutas (2,80%). Por outro lado, houve queda de produtos como a cebola (-12,49%), farinha de mandioca (-2,98%) e leite longa vida (-2,89%). 

Para o economista do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Francisco José Gouveia de Castro, o aumento no preços das carnes pode ser explicado pela elevação das exportações. O coordenador do curso de Economia da Universidade Positivo, Lucas Dezordi, disse que o produto é muito sensível ao câmbio, que teve altas significativas nas últimas semanas. Ainda segundo Castro, a carne é pressionada pelo custo da ração que foi afetado pelo aumento de insumos como soja e milho. 

No caso das frutas, houve impacto de itens que são importados da Argentina e que também sofrem os efeitos do dólar, na avaliação do economista do Ipardes. Para ele, o comportamento dos preços dos alimentos vai depender das condições climáticas e do câmbio. "Se tiver condição de chuvas boas e não houver estiagem, os preços podem cair um pouco", disse. Já Dezordi afirmou que a inflação de alimentos é muito resistente e deve continuar pressionando ainda este ano. 

Entre os grupos que apresentaram alta na prévia da inflação de novembro estão artigos de residência (de 0,13% em outubro para 0,31% em novembro) e educação (de 0,08% para 0,18%). Castro lembrou que artigos de residência têm itens importados que sofrem com o peso do dólar e a alta da educação já começa a refletir os reajustes das matrículas escolares. 

No grupo habitação que subiu 0,56% em novembro, os maiores aumentos ocorreram em energia elétrica (1,17%) e aluguel (0,62%). Já gasolina (0,68%) e conserto de automóvel (1,68%) pressionaram o grupo de transportes que teve alta de 0,20% em novembro, apesar da queda em outros itens como passagem aérea (-2,35%) e ônibus interestadual (-0,50%). O aumento de 0,68% no preço da gasolina refletiu parte do reajuste de 3% que passou a vigorar nas refinarias a partir de 7 de novembro. No grupo saúde e cuidados pessoais, o item plano de saúde subiu 0,77%. 

Capital

Em Curitiba, o índice inflacionário arrefeceu e caiu de 0,38% em outubro para 0,28% em novembro. No ano, a inflação na capital paranaense foi de 5,77% e nos últimos 12 meses de 6,57%. 

Castro prevê que a inflação oficial do País feche este ano em cima do teto da meta. "Vai depender dos reajustes das tarifas de ônibus e do combustível que pode subir mais", disse. Dezordi acredita que é possível ter inflação menor que 6,5% no ano se o IPCA de novembro e dezembro vier baixo. No entanto, ele não descarta a possibilidade de a inflação encerrar o ano estourando a meta.

 http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--2477-20141120&tit=previa+da+inflacao+fica+em+038+em+novembro