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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 19/12/2014 09:14

Paraná é quinto do País na geração de empregos

Resultado de 4,8 mil vagas de novembro reflete criação de mais postos de trabalho em serviços do que a média nacional

Paraná teve a quinta maior geração de empregos do País em novembro, com 4.860 contratações a mais do que o número de demissões, puxado principalmente pelo setor de serviços. Apesar do resultado, o Estado foi o pior do Sul do País, atrás do Rio Grande do Sul (10.912) e de Santa Catarina (8.460). Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem.

Também ficaram à frente Rio de Janeiro (14.051) e Ceará (8.032). Na média do País, entretanto, o saldo foi de apenas 8.381 novos postos de trabalho, puxado principalmente pela redução de 18 mil vagas em São Paulo, que sofre com o mau momento da indústria da transformação.

O resultado nacional de novembro mostra recuperação diante da redução de 30.283 vagas de outubro, mas é 82,3% menor do que a marca de novembro de 2013, de 47.486 empregos gerados. A explicação é que o desaquecimento econômico começou a interferir no mercado de trabalho, dizem economistas, já que novembro é mês forte em contratações de temporários no comércio e em serviços para as vendas de Natal.

O coordenador do curso de economia da Universidade Positivo, Lucas Dezordi, afirma que a capacidade de gerar vagas está comprometida e começa a preocupar. "Essa estagnação é reflexo do fato de o Brasil não conseguir entrar em um ciclo de crescimento com mais dinamismo, eficiência e redução de custos", aponta, ao citar a baixa capacitação da mão de obra e a falta de infraestrutura como inibidores de desempenho da indústria.

Para o especialista em finanças públicas Cid Cordeiro, a atividade econômica baixa do País somente não prejudicou mais o mercado porque uma parte da população economicamente ativa (PEA) tem deixado de procurar empregos e o número de autônomos tem aumentado. "Como está mais difícil de conseguir trabalho, as pessoas adiam ou desistem de procurar."

Dezordi acredita que o País gerará menos do que 1 milhão de empregos no ano, o que ele considera pouco. De janeiro a novembro, foram 938.043 vagas, mas o último mês do ano costuma apresentar números baixos ou negativos, pela demissão de temporários. O que já ocorreu com a indústria no mês passado, porque o Natal do setor vai de julho a outubro, quando há produção para abastecer o comércio no fim de ano, explica Cordeiro.

SETORES

O comércio puxou a criação de vagas pelo País. No estados do sul o setor de serviços também contribuiu positivamente. A região destoou do geral pelo desempenho na agropecuária. Houve queda de quase 1,96% no número de empregados na zona rural no Brasil, por exemplo, mas o Paraná teve redução de 0,36% e Santa Catarina e Rio Grande do Sul, altas de 3,57% e 4,15%, respectivamente.

Londrina

Londrina perdeu sete postos de trabalho no mês, com 7.260 admissões e 7.267 demissões. No acumulado do ano, no entanto, mantém o número positivo em 3.863 postos. A secretária municipal de Trabalho, Emprego e Renda, Kátia Gomes, diz que a construção civil causou o resultado, com 350 demitidos e 253 contratados, saldo negativo de 97. No comércio, foram 780 carteiras assinadas e 530 demissões. "A construção é um setor de investimento elevado e estão esperando a nova equipe econômica entrar para voltar a investir, então deve ocorrer uma retomada nos empregos no próximo ano."

Dezordi acredita que o Natal é que deve determinar como será o primeiro semestre. "Se as vendas forem ruins, os temporários não devem se tornar efetivos e o cenário pode ficar complicado no início de 2015."

http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--2505-20141219&tit=parana+e+quinto+do+pais+na+geracao+de+empregos