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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 14/01/2015 09:25

Venda de seminovos cresce 6,3% no Paraná sobre 2013

Maior dificuldade em conseguir financiamentos e menor procura por veículos novos fazem com que setor feche ano com mais de 970 mil unidades comercializadas

As vendas de veículos seminovos e usados aumentaram 6,3% no Paraná no ano passado na comparação com 2013, de acordo com números divulgados ontem pela Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado do Paraná (Assovepar). Foram 970,5 mil unidades vendidas em 2014 e 912,6 mil no ano anterior. Os motivos que levaram ao avanço do setor foram a maior dificuldade do consumidor em ter o financiamento aprovado por instituições financeiras e o fim do abatimento no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os novos. 

Quando considerado apenas o último mês do ano, a diferença foi ainda maior, de 71,8 mil unidades vendidas em dezembro de 2013 para 82 mil no mês passado, ou 14,2% a mais. Conforme a Assovepar, o consumidor adotou um perfil de consumo mais consciente neste ano devido ao fim do crédito facilitado em bancos. O vice-presidente da entidade, Antonio Gilberto Deggerone, afirma que houve mudança nas regras para a aprovação de financiamento, com a exigência de entrada mínima de 20% do valor total e prazos menores de parcelamento. "As lojas tiveram de se reeducar e reeducar o consumidor, o que levou a uma venda mais racional e menos emocional e reduziu o número de negócios malfeitos", diz. 

A facilidade de não precisar dar entrada, anterior a 2013, fez com que muitos compradores buscassem carros novos no passado, independentemente da capacidade de pagamento, alerta Deggerone. "A inadimplência diminuiu porque quem troca de carro agora tem um planejamento melhor, faz mais contas", completa. 

O presidente da Assovepar afirma que o tíquete médio na venda de seminovos girou em torno de R$ 28 mil. Por isso, acredita que a volta gradual do IPI ao preço dos novos levou a uma migração de consumidores. "É possível encontrar veículos com a quilometragem baixa, já com depreciação pelo uso, e a pessoa se anima pelo preço e pela possibilidade de poder comprar um carro médio pelo valor de um zero quilômetro pequeno." 

Na revendedora londrinense Elite Automóveis, o vendedor Cido Menezes conta que os negócios chegaram a ser 20% superiores em 2014 ante 2013. "Tivemos um aumento grande na compra de carros de até R$ 20 mil e um crescimento menor nos mais caros", diz. Ele vê o movimento diretamente ligado ao IPI e às exigências bancárias. "Os bancos estão muito rigorosos e, como não aprovavam os financiamentos, muitos compravam os carros mais baratos e à vista." 

Para o vendedor Carlos Savioni, da Jad Veículos, boa parte dos negócios foi de troca. "Muita gente está quitando financiamentos antigos e comprando carro à vista, pagando a diferença, sem usar financiamento", conta. Mesmo assim, afirma que as vendas foram 10% maiores em 2014, puxadas pelos negócios do mês passado. 

Já na revendedora Renato Veículos, o movimento ficou estável entre os dois anos. "Tivemos meses em que as vendas aumentaram bastante, mas não se sustentaram em outros. Deve ser porque aumentou a concorrência", afirma o vendedor Djonne Almeida. Para 2015, no entanto, ele espera mais clientes. "Não sabemos como a economia vai ficar nesse ano, mas mudou o custo do zero com o fim do IPI e deve melhorar para quem vende usados", completa. 

 
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