Associado
ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 15/01/2015 09:06

Inadimplência cresceu em 2014, mostram indicadores

Dívida média dos brasileiros é de R$ 1.263,30. Para 2015, a expectativa da SCPC é de alta de 3%.

Mais brasileiros deixaram de pagar suas contas no ano passado, segundo levantamentos da Boa Vista/SCPC e da Serasa, divulgados nesta terça-feira (13).

Na pesquisa da Boa Vista, a inadimplência cresceu 2,3% em 2014 em comparação com o ano anterior. Em dezembro, quem tinha dívidas devia, em média, R$ 1.263,30, de acordo com a pesquisa.

Apesar da alta no ano, a inadimplência recuou na passagem de novembro para dezembro: a queda foi de 0,7%. Na comparação entre meses de dezembro, houve elevação de 4,2%. Para 2015, a expectativa da SCPC é de alta de 3% na inadimplência.

Serasa
O indicador da Serasa aponta para uma alta ainda maior. Segundo a entidade, a inadimplência cresceu 6,3% no ano passado, depois de recuar 2% no ano anterior. Na comparação entre meses de dezembro, houve alta de 13,3% – o oitavo aumento mensal consecutivo nesse tipo de comparação.

O valor médio das dívidas não bancárias também cresceu: a alta foi de 12,7% no acumulado do ano. No caso dos cheques sem fundos, houve alta média de 7,2% no valor dos mesmos.

O valor médio das dívidas não bancárias apresentou alta de 12,7% no acumulado do ano de 2014, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O valor médio dos cheques sem fundos também teve crescimento de 7,2%. Já os valores médios dos títulos protestados e das dívidas com os bancos registraram quedas de 0,4% e 3,3%, respectivamente.

CNC
Estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que aumentou a parcela da renda das famílias comprometida com o pagamento de dívidas, de 29,4% em 2013, para 30,4% em 2014. A alta das taxas de juros aumentou o custo do crédito e o peso das dívidas no orçamento das famílias.

Já a média de famílias endividadas diminuiu em 2014 na comparação com 2013. A porcentagem das que relataram ter financiamentos ou empréstimos foi de 61,9% em 2014, contra 62,5% no ano anterior. O percentual com contas em atraso também recuou para 19,4%, ante 21,2% em 2013, alcançando o menor patamar da série histórica, iniciada em 2010. Para a CNC, a diminuição na oferta de crédito, o consumo mais moderado das famílias e as condições favoráveis no mercado de trabalho contribuíram para reduzir o nível de endividamento.

O cartão de crédito foi o tipo de dívida mais citado, apontado por 75,3% dos endividados em 2014. Mas o destaque do ano foi o crescimento do financiamento imobiliário, de 1,7 ponto percentual em relação a 2013, e do financiamento de carro, que aumentou 1,6 p.p.

Explicações
A Boa Vista/SCPC diz que o resultado veio dentro do esperado e que, se a inflação e a desaceleração do crescimento da renda do trabalhador poderiam pressionar uma alta mais relevante da inadimplência, por outro os critérios mais rigorosos nas concessões e a manutenção do desemprego em baixa ajudaram a conter essa elevação.

http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2015/01/inadimplencia-cresceu-23-em-2014-diz-scpc.html