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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 03/02/2015 09:46

Arrecadação das micro e pequenas cresce 7,2% em 2014

Mesmo em ritmo menor, segmento gerou 526,9 mil postos de trabalho no ano passado

Theo Marques
 
Ágata Ageitos, do RH da Schew Construções de Curitiba, disse que foram contratados 13 funcionários: novas obras

A arrecadação de tributos das micro e pequenas empresas cresceu 7,2% acima da inflação no ano passado e atingiu R$ 61,9 bilhões. Esse segmento da economia gerou 526,9 mil postos de trabalho no ano passado resultado positivo em relação às médias e grandes empresas que demitiram 380 mil pessoas em 2014. Em 2013, as micro e pequenas tinham criado 839 mil postos. Os dados mostram que, apesar de terem gerado empregos em um ritmo menor no ano passado, as micro e pequenas continuaram abrindo novas vagas. As informações são da Secretaria da Micro e Pequena Empresa e do Sebrae. São consideradas micro e pequenas as empresas que possuem faturamento de até R$ 3,6 milhões por ano. 

O presidente da Federação das Micro, Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais do Paraná, Ercílio Santinoni, acredita que as micro e pequenas têm gerado vagas para suprir as demissões que ocorreram nas grandes empresas. Segundo ele, a economia de bairro gerada pelas microempresas continua sobrevivendo. Além disso, ele destacou que, muitos trabalhadores que são demitidos, acabam virando microempresários. 

Santinoni disse que as micro e pequenas que sobrevivem estão muito ligadas ao mercado local e, por isso, sentem menos os efeitos negativos da economia brasileira. Ele explicou ainda que o aumento da arrecadação neste segmento está ligado à elevação do número de microempresas através do Simples. "No andar de baixo da nossa economia, temos um crescimento chinês. Embora esteja com restrição e problema de crescimento do PIB, a micro e pequena está respondendo com muito mais força", disse o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos. 

Santinoni, disse que as micro e pequenas que mais têm crescido no Paraná são dos setores de alimentação e vestuário. O gerente de Ambiente de Negócios do Sebrae-PR, Cesar Reinaldo Rissete, também destaca estes dois segmentos e ainda o de serviços, especialmente, ligado a saúde e cuidados pessoais. 

Para Rissete, o crescimento da micro e pequena está ligado à formalização maior no setor que vem crescendo desde 2006 e ao mercado interno brasileiro. No ano passado, os segmentos que mais geraram vagas entre as micro e pequenas no Brasil foram serviços (334.942 vagas), comércio (134.302) e construção civil (60.369). 

Uma das empresas que abriu vagas em 2014 foi a Schew Construções de Curitiba. A coordenadora do setor financeiro e de recursos humanos da companhia, Ágata Rubio de Brito Ageitos, disse que foram contratados 13 novos funcionários e hoje a empresa conta com um total de 32 pessoas. "A construtora fechou contratos com novas obras e foi necessário contratar no segundo semestre do ano passado", disse. A empresa realiza obras industriais, residenciais, comerciais e reformas. 

IMPULSO


Ainda segundo o ministro, os dados positivos do setor vão dar impulso à aprovação da proposta de revisão das tabelas do Simples, formulada pela Fundação Getúlio Vargas, com a participação do Ministério do Planejamento. A proposta que torna mais suave a progressão do imposto à medida que o faturamento da empresa cresce, tem impacto fiscal estimado de R$ 3,9 bilhões a partir de 2016. Segundo Afif, um projeto de lei deve ser enviado ainda em fevereiro ao Congresso. Santinoni acredita que a revisão do Simples vai reorganizar o setor. 

Santinoni prevê que, em 2015, as micro e pequenas continuem gerando empregos e com arrecadação de tributos em alta. Rissete acredita que as micro continuem abrindo postos de trabalho, mas em ritmo menor que em 2014. Já o faturamento e a arrecadação de impostos vai depender do desempenho da economia, segundo ele. (Com agências)