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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

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Publicado em 26/02/2015 09:18

Juro ao consumidor bate recorde

Brasília - O juro dos empréstimos ao consumidor teve forte elevação em janeiro.

Brasília - O juro dos empréstimos ao consumidor teve forte elevação em janeiro. Em média, o brasileiro pagou 39,4% ao ano pelos financiamentos, a maior taxa desde março de 2011, início da série histórica usada atualmente pelo Banco Central. O recorde, no entanto, ocorre em um momento em que praticamente não há mudança nos níveis de calote de consumidores e empresas, já que a taxa teve uma pequena alta, passando de 4,4% para 4,5% entre dezembro e janeiro. 

Dois fatores explicam a elevação dos juros, segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel. O primeiro é o atual ciclo de aperto da política monetária. A taxa básica de juros (Selic) está em 12,25% ao ano e espera-se um novo incremento na próxima semana, para 12,75%. O segundo é o "efeito composição": quando há aumento do estoque de crédito de algumas modalidades com taxas mais elevadas, como cheque especial. 

As taxas subiram no mês passado em praticamente todos os segmentos. Isso significa, portanto, que está mais alto o spread, que é a diferença entre a taxa de captação dos bancos e a que cobram de seus clientes. Em apenas um mês, aumentou 1,9 ponto porcentual, atingindo 27,5 pontos em janeiro - nível mais elevado em três anos. 

O BC passou a divulgar ontem mais detalhes do mercado de crédito, que respondeu por 58,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em janeiro, após ter batido o recorde de 58,9% em dezembro. Com isso, o cheque especial, cuja taxa de juros era tida como a maior vilã dos empréstimos, cedeu lugar ao rotativo do cartão de crédito. Em janeiro, quem entrou no cheque especial pagou taxa de 208,7% ao ano - bem acima dos 201% do mês anterior.

http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--2820-20150226&tit=juro+ao+consumidor+atinge+maior+taxa+desde+marco+de+2011