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Informativo

Publicado em 27/03/2015 08:31

Desemprego atinge 5,9% em fevereiro

Segundo IBGE, essa é a maior taxa desde junho de 2013, quando ficou em 6%

Rio - A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 5,9% em fevereiro de 2015. A taxa é a maior desde junho de 2013, quando ficou em 6,0%. O resultado foi ainda o mais elevado para os meses de fevereiro desde 2011, quando a taxa de desocupação estava em 6,4%, segundo dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgados pelo IBGE. Em fevereiro de 2014, a taxa de desemprego tinha ficado em 5,1%.

O resultado de 5,9% ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam um resultado entre 5,40% a 6,20%, e acima da mediana de 5,70%. Em janeiro, a taxa de desocupação foi de 5,3%. O rendimento médio real dos trabalhadores registrou queda de 1,4% em fevereiro ante janeiro e redução de 0,5% na comparação com fevereiro de 2014.

A massa de renda real habitual dos ocupados no País somou R$ 50,0 bilhões em fevereiro, um recuo de 2,5% em relação a janeiro. Na comparação com fevereiro de 2014, a massa diminuiu 1,5%. Já a massa de renda real efetiva dos ocupados totalizou R$ 50,7 bilhões em janeiro, uma queda de 19,8% em relação a dezembro de 2014. Na comparação com janeiro de 2014, houve redução de 1,4% na massa de renda efetiva. O rendimento médio real dos trabalhadores em fevereiro foi de R$ 2.163,20, contra R$ 2.194,22 em janeiro. Em fevereiro do ano passado, a renda média também era maior, R$ 2.174,35.

Postos de trabalho
A indústria eliminou 259 mil postos de trabalho em fevereiro, em relação ao mesmo mês de 2014, segundo dados da PME. O número de ocupados no setor caiu 7,1% no período. As demissões foram puxadas pelos segmentos de veículos automotores e de alimentos e bebidas, apontou Adriana Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Houve dispensa de 47 mil pessoas na fabricação de veículos automotores; 46 mil empregos a menos na fabricação de alimentos e bebidas; 26 mil vagas a menos no setor de máquinas e equipamentos para processamento de dados; e redução de 20 mil empregados em máquinas, aparelhos e materiais elétricos.

A região metropolitana de São Paulo foi responsável pelo corte de 201 mil vagas no período de um ano. O setor de produtos alimentícios e bebidas demitiu 50 mil pessoas, enquanto a indústria automotiva dispensou outros 43 mil trabalhadores.

Na passagem de janeiro para fevereiro, entretanto, a indústria contratou 12 mil funcionários no total das seis regiões metropolitanas investigadas, alta de 0,4% na ocupação. O principal parque industrial do País, São Paulo, criou 64 mil vagas. "Apesar de ter um acréscimo de 64 mil (empregos) em São Paulo, a variação (4,0%) não foi estatisticamente significativa", ponderou Adriana.

No total da pesquisa (resultados das seis regiões pesquisadas), a construção demitiu 105 mil trabalhadores em fevereiro ante fevereiro de 2014, queda de 5,9% no total de ocupados. O comércio criou 65 mil vagas no período, alta de 1,5%. Os serviços prestados a empresas contrataram 51 mil pessoas, avanço de 1,4%. Educação, saúde e administração pública dispensaram 48 mil funcionários, queda de 1,2%. Os serviços domésticos contrataram 94 mil pessoas, alta de 7,1%. Já o segmento de outros serviços aumentou em 23 mil ocupados, crescimento de 0,5%.

 

http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--2868-20150327&tit=desemprego+atinge+59+em+fevereiro