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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 07/05/2015 10:16

Londrina ganhou 13,8% mais empresas neste ano

Serasa Experian mostra que o nascimento de empresas na cidade, no primeiro trimestre, foi bem acima das médias estadual e nacional

Pelo menos neste início de ano, Londrina deixou de lado as más notícias relacionadas à economia. De janeiro a março, foram criadas na cidade 1.960 novas empresas, o que representa 13,8% a mais que as 1.723 criadas no mesmo período de 2014. Os números são da Serasa Experian. O crescimento é bem maior que o da média nacional, de 2,31%, e da média do Paraná, de 3,8%. 

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) também mostram um avanço no primeiro trimestre. O saldo de empregos – diferença entre admissões e demissões – foi 61% maior nos primeiros três meses deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 3.579 novos postos de trabalho contra 2.222. 

O setor de serviços é o que puxa a criação de empresas na cidade e no País como um todo. Dos 1.960 novos empreendimentos abertos no primeiro trimestre deste ano em Londrina, 1.303, ou 66,48%, são deste setor; 518 (26,43%) são do comércio; e 134 (6,84%) da indústria. No Brasil, os respectivos porcentuais são 61,43%, 30,15% e 8,11%. Já, no Paraná, 65,08%, 26,13% e 8,5%. 

Para o economista e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC/Londrina), Márcio Massaro, a estabilidade política que a cidade conquistou nos últimos anos tem criado um ambiente mais favorável aos negócios. "Não estou aqui para defender ninguém, mas o fato é que a atual administração municipal trouxe estabilidade, deixou as regras do jogo mais claras. Estabilidade traz mais segurança para o empresário investir", declara. 

De 2000 a 2012, Londrina teve dois prefeitos cassados (Antonio Belinati e Barbosa Neto), além de vários vereadores presos em escândalos de corrupção. Segundo o professor, esse ambiente afugenta novos investidores. 

Além da questão política, ele ressalta que existe uma tendência de interiorização de investimentos e empregos no Brasil inteiro. "Se pegar as cidades médias de São Paulo você vai ver que elas estão crescendo mais que a capital. Os investidores também vão em busca de qualidade de vida", avalia. O número de empresas criadas em Curitiba servem para reforçar esse argumento. Lá, nasceram apenas 0,9% mais empresas no primeiro trimestre. Foram 6.413 de janeiro a março de 2015, contra 6.358 no mesmo período de 2014. 

Apesar de considerar uma boa notícia o aumento de empresas em Londrina, Massaro diz que é preciso analisar os números com cuidado. Ele ressalta que o setor de serviços não gera impacto positivo sobre os demais da mesma forma que a indústria. "Precisamos pensar na qualidade dos novos investimentos, pensar no que nós queremos para o futuro", declara ele, ressaltando a necessidade de a cidade se industrializar. 

Recuperação 

Para o economista do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Francisco José Gouveia de Castro, a economia londrinense está se recuperando porque a última safra de grãos foi boa. "Ao contrário da safra anterior, a safra deste ano não teve quebra, não enfrentou problemas climáticos, o que reflete na economia local", afirma. 

Em relação especificamente ao crescimento dos empregos, Castro acredita que o fato de ser um polo educacional também ajudou Londrina. "São nos primeiros meses do ano que as escolas contratam", declara. 

O presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Bruno Veronesi, diz que a cidade "vive um momento bom". "Estamos conseguindo reverter aquela sensação que havia de que Londrina criava obstáculos para o empreendedor. Nos esforçamos muito para reverter essa situação e agora estamos colhendo os primeiros frutos disso", afirma. Veronesi lembra que, em anos anteriores, grandes empresas trocaram a cidade por outras da região. "Os empresários reclamavam que Londrina criava uma série de dificuldades, inclusive na hora de abertura de empresas", destaca. 

Outras cidades 

Londrina começou o ano melhor que Maringá, cidade que nos últimos anos vinha bem na frente quando o assunto era atividade econômica. Mas não está mal, já que criou 8,8% mais empresas no primeiro trimestre de 2015. De janeiro a março do ano passado, foram 1.461 novas empresas. No mesmo período deste ano, 1.589. Já Cascavel, outra cidade que vinha se destacando devido à indústria alimentícia, não está bem em 2015, tendo criado 7,8% menos empresas na comparação entre o primeiro trimestre deste ano e o do ano passado: 814 contra 883.

 

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