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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 25/05/2015 09:28

Venda de cotas de consórcio de imóveis cresce 19,7%

No Paraná, 25% dos negócios feitos de janeiro a abril foram por meio da modalidade


 
Não tem crise para o segmento de consórcio de imóveis. De janeiro a abril deste ano, foram vendidas 65,5 mil cotas desta modalidade no País, contra 54,7 mil no mesmo período do ano passado. O crescimento é de 19,7%. Os valores comercializados atingiram R$ 7,58 bilhões, 24,1% a mais que em 2014 (R$ 6,11 bilhões). Os números são da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). 

Mas não foi só o segmento de imóveis que saiu-se bem no quadrimestre. De forma geral, apesar de uma discreta redução no número de cotas vendidas (-0,93%), os valores comercializados em todos os segmentos cresceram 8,2%, de R$ 25,56 bilhões para R$ 27,76 bilhões em todo o País. Destaque também para o segmento de veículos leves, no qual houve um aumento de 7,4% de cotas vendidas – de 296 mil para 318 mil e de 8,2% em valores (de R$ 12,63 bilhões pra R$ 13,67 bilhões). Somente os menos representativos apresentaram recuos importantes. As vendas de cotas de consórcios de eletrodomésticos caíram 25% e as de serviços, 17,1%. 

Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Abac, diz que o consórcio é uma espécie de poupança e que, por enquanto, não vem sendo afetado pela crise. Segundo ele, parte das pessoas que não estão conseguindo financiamentos devido aos cortes de orçamento para habitação da Caixa Econômica pode estar migrando para os consórcios. Ele não acredita que haja muita gente nesta situação. "O consórcio serve para aquelas pessoas que não estão precisando do imóvel de imediato", ressalta. 

Rossi acredita que as taxas cobradas pelos consórcios, mais baratas que as dos financiamentos bancários, são o grande chamariz para quem quer investir. De acordo com ele, as taxas de administração estão próximas de 0,30% ao mês. Nos financiamentos bancários, chegam 0,75% ao mês. Mas, em geral, os consórcios também cobram fundo de reserva e/ou seguros. "Mesmo assim, o custo do consórcio será sempre mais barato", garante. O prazo de pagamento, no caso de imóveis, é de até 200 meses (16 anos e 8 meses). Ele ressalta que, na hora de escolher um consórcio, é preciso pesquisar porque há grandes diferenças de custos e regras entre as administradoras. 

No primeiro trimestre deste ano, o Paraná foi o segundo Estado com maior participação de consórcios na compra de imóveis. De janeiro a março, os consórcios responderam por 25,2% dos negócios, segundo a Abac. Somente Roraima teve um porcentual maior: 29,3%. 

No consórcio União, que tem sede em Londrina, do início do ano até a última sexta-feira, já haviam sido comercializados R$ 64,5 milhões em consórcios de imóveis, quase R$ 20 milhões a mais que na modalidade de automóveis (R$ 45,9 milhões). "Estamos batendo toda as metas", conta o gerente regional, Carlos Alberto Garcia. Em todas as modalidades, foram R$ 123,7 milhões contra R$ 122,7 milhões da meta estipulada para até o fim do mês. "Devemos vender ainda mais R$ 5 milhões", afirma. As vendas cresceram 11% na comparação com o mesmo período do ano passado. De 1º de janeiro a 22 de maio de 2014, foram de R$ 111,5 milhões em todas as modalidades. 

Garcia acredita que, com menos oferta de crédito e juros mais altos para financiamento imobiliário, as pessoas estão se voltando mais ao consórcio. "O consórcio de imóveis cresce muito. Temos dez equipes de venda. Só uma não bateu meta", declara.
 
 
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