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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 26/05/2015 10:27

Dívida no cartão dobra em 6 meses; veja opções mais baratas

Juros no cartão de crédito atingem quase 300% em um ano; contrair empréstimo para pagar dívida é mais vantajoso

Um erro muito comum do consumidor endividado é deixar uma dívida cara crescer em vez de trocá-la por uma mais barata. Isso porque as taxas de juros podem variar bastante entre as diferentes modalidades de crédito.

De março para abril, a taxa média do cartão de crédito subiu de 12,02% para 12,14% ao mês, atingindo 295,48% ao ano , de acordo com a Associação dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Esse patamar é o mais elevado desde março de 1999.

Também conhecido por ser uma modalidade de dívida cara, o juro do cheque especial foi a 9,74% ao mês em abril, atingindo 205,06% ao ano.

Especialistas recomendam que o consumidor sempre procure uma dívida com juros mais baixos para evitar permenecer com uma dívida no cartão de crédito ou no cheque especial. Como comparação, o juro médio do empréstimo pessoal contraído com banco foi de 4% ao mês em abril, representando uma taxa de 60,10% ao ano, bem inferior às outras modalidades.

Na tabela abaixa é possível ver como é prejudicial manter uma dívida no cartão de crédito quando comparado a contrair um empréstimo para pagar o mesmo débito. No exemplo, uma dívida de R$ 500 praticamente dobra em seis meses no cartão (R$ 999,34), enquanto que no empréstimo pessoal o valor sobe pouco mais de R$ 130 (R$ 632,66). O cheque especial atinge um valor intermediário (R$ 873,29).

DÍVIDA DE R$ 500 1 MÊS 6 MESES 1 ANO 5 ANOS
Cartão de crédito R$ 560,70 R$ 999,34 R$ 1.977,41 R$ 483,730,10
Cheque especial R$ 548,70 R$ 873,29 R$ 1.525,28 R$ 132.089,21
Empréstimo pessoal - banco R$ 520 R$ 632,66 R$ 800,52 R$ 5.259,81

As simulações foram feitas pelo diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, a pedido do Terra. No mesmo quadro também é possível ver o efeito dos juros ao longo do tempo: em um ano, a dívida no cartão quase quadruplica (R$ 1.977,41), enquanto que no empréstimo pessoal não chega a dobrar (R$ 800,52).

Com o efeito dos juros, também é possível observar o risco de se contrair uma dívida inicial alta. Basta ver que, no caso de uma dívida de R$ 1.000, o ritmo de encarecimento é mais forte. Em seis meses, a dívida no cartão de crédito se torna R$ 723,35 maior do que a mesma em um empréstimo pessoal.

DÍVIDA DE R$ 1.000 1 MÊS 6 MESES 1 ANO 5 ANOS
Cartão de crédito R$ 1.121,40 R$ 1.988,67 R$ 3.954,82 R$ 967.460,20
Cheque especial R$ 1.097,40 R$ 1.746,59 R$ 3.050,56 R$ 264.178,43
Empréstimo pessoal - banco R$ 1.040 R$ 1.265,32 R$ 1.601,03 R$ 10.519,63

De acordo com a Anefac, o cenário de juros altos se deve ao crescente risco de inadimplência e à elevação da taxa básica de juros do País, a Selic – atualmente em 13,25% ao ano. Além disso, a perspectiva para os próximos meses é de que as taxas continuem subindo, uma vez que o Banco Central já sinalizou que deve continuar elevando a taxa Selic em esforço para conter a inflação elevada no País.

O consumidor pode verificar nas simulações seguintes o perigo de manter dívidas no cartão de crédito e no cheque especial em vez de tomar um empréstimo pessoal para substituir a dívida.

DÍVIDA DE R$ 3.000 1 MÊS 6 MESES 1 ANO 5 ANOS
Cartão de crédito R$ 3.364,20 R$ 5.966,02 R$ 11.864,46 R$ 2.902.380,59
Cheque especial R$ 3.292,20 R$ 5.239,76 R$ 9.151,68 R$ 792.535,28
Empréstimo pessoal - banco R$ 3.120 R$ 3.795,96 R$ 4.803,10 R$ 31.558,88

 

DÍVIDA DE R$ 5.000 1 MÊS 6 MESES 1 ANO 5 ANOS
Cartão de crédito R$ 5.607 R$ 9.943,36 R$ 19.774,10 R$ 4.837.300,98
Cheque especial R$ 5.487 R$ 8.732,93 R$ 15.252,80 R$ 1.320.892,14
Empréstimo pessoal - banco R$ 5.200 R$ 6.326,60 R$ 8.005,16 R$ 52.598,14
 
 
 
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