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Informativo

Publicado em 08/03/2012 03:09

Alvo do MP, coordenadora de trânsito deixa cargo

Investigada pelo Ministério Público (MP), Maria do Socorro, coordenadora de trânsito de Londrina, pediu para deixar o cargo.

08/03/2012 -- 00h00

Investigada pelo Ministério Público (MP) por suposto envolvimento em um esquema de cancelamentos irregulares de multas de trânsito na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina, a coordenadora de trânsito, Maria do Socorro, pediu para deixar o cargo. A informação foi confirmada pela assessoria da CMTU, que não revelou a data da saída, mas disse que ela continua trabalhando no setor.

O assessor da Diretoria de Trânsito, Rogério Duque, também envolvido nas denúncias, teria pedido licença e não é visto na companhia há pelo menos três dias. Segundo depoimentos de agentes ao MP, Rogério Duque, com a conivência de Maria do Socorro, teria exigido que um agente cancelasse multa aplicada ao veículo conduzido por sua esposa.

O terceiro investigado, Maurício Teixeira dos Anjos, que é coordenador de fiscalização da Lei Cidade Limpa, continua trabalhando normalmente. Mesmo alertado por um agente de trânsito de que precisava utilizar o cinto de segurança, Maurício Teixeira teria sido flagrado sem o equipamento e, após ser multado, teria exigido que o agente cancelasse a multa, o que acabou ocorrendo.

Em nota, a CMTU informou que não afastará nenhum funcionário de suas funções, seja o acusado de pressionar agentes para fazer o cancelamento de autos seja o agente responsável pelo suposto cancelamento. Segundo a companhia, o atual sistema de multas - o talonário eletrô,nico - inviabiliza qualquer fraude nas multas aplicadas. Questionado pontualmente sobre qual função que estão exercendo hoje os funcionários investigados por pressionar os agentes, o assessor da CMTU, Leandro Rosa, disse que eles não estão prestando serviços nas atividades de trânsito e, portanto, não há que se falar em afastamento.

Os dois supostos casos de cancelamentos irregulares de multas de trânsito, através da pressão de agentes, estão sob investigação do MP desde novembro do ano passado. Na semana passada, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) fez operação de busca na companhia e apreendeu autos de infração cancelados nos últimos cinco anos. Após o início da trabalho do MP, a CMTU também abriu uma sindicância para apurar o caso, mas a investigação é sigilosa.

Fonte: Folhaweb