O resultado é, pelo sexto mês consecutivo, o maior da série histórica, iniciada em setembro de 2005. Em julho, a expectativa das famílias já havia marcado esse recorde, com uma taxa de 9,7% para os 12 meses à frente.

"Esse resultado, apesar de esperado, é surpreendente. É difícil imaginar que alguém no início do ano previsse uma aceleração tão forte das expectativas de inflação dos consumidores.

Tal resultado reflete o dia a dia do consumidor que convive com um aumento no preço de diversos produtos e serviços", diz o economista Pedro Costa Ferreira, pesquisador da FGV. Em janeiro deste ano, a expectativa dos consumidores para a inflação estava em 7,2%.

Segundo a instituição, em relação ao mês de agosto, mais de dois terços dos consumidores preveem uma inflação acima de 9% para os próximos 12 meses.

A faixa mais citada é a que projeta aumento de preços entre 9% e 10% no período, conforme apontado por 34,0% das famílias. Menos de 1% acredita em uma inflação menor ou igual à meta de 4,5%.

O Indicador de Expectativas Inflacionárias dos Consumidores é obtido com base em informações coletadas no âmbito da Sondagem do Consumidor.

Produzidos desde setembro de 2005, os dados vinham sendo divulgados de forma acessória às análises sobre a evolução da confiança do consumidor. Desde maio de 2014, as informações passaram a ser anunciadas separadamente.

A Sondagem do Consumidor da FGV coleta mensalmente informações de mais de 2,1 mil brasileiros em sete das principais capitais do País. Cerca de 75% destes entrevistados respondem aos quesitos relacionados às expectativas de inflação.