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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 25/08/2015 11:24

Na abertura dos negócios, dólar recua e Bolsa sobe

Na segunda, moeda americana subiu 1,6% e encerrou negociada a R$ 3,55

Um dia após a segunda-feira de pesadelo nos mercados financeiro mundiais, o dólar comercial abriu em queda frente ao real nesta terça-feira (25) e às 10 horas a moeda americana recuava 0,7% sendo negociada a R$ 3,53. A cotação acompanha o dia um pouco mais ameno no exterior, apesar de uma nova rodada de quedas nos pregões asiáticos. Na segunda-feira, a divisa americana fechou em alta de 1,63% cotada a R$ 3,552, a maior valorização em 12 anos. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo abriu em alta de 2,4%, às 10h10.

Para o economista Jason Vieira, da infinity Asset, o cenário é de altíssima volatilidade com os investidores duvidando da capacidade de crescimento de 7% da economia chinesa, percentual previsto para este ano. O mercado também considerou que o governo não deu estímulos suficientes para reverter a queda da Bolsa. Nesta terça, o governo chinês baixou a taxa de juros e reduziu os compulsórios dos bancos para estimular a economia.

Segundo a agência estatal de notícias da China “Xinhua, o Banco do Povo da China (Pboc, o banco central do país) injetou hoje 150 bilhões de iuanes (cerca de US$ 23,4 bilhões) no sistema financeiro do país por meio de operações de recompra reversa. Nas operações de recompra reversa, o banco central compra ativos com o compromisso de revendê-los no futuro, a fim de combater a falta de liquidez. A transação de hoje tem prazo de sete dias e juros de 2,5%. Esta é a terceira operação do tipo em duas semanas, após o Pboc colocar duas vezes 120 bilhões de iuanes de liquidez no mercado ao longo da semana passada.

“O medo dos investidores é que a China leve os mercados emergentes a uma crise mais profunda, num momento em que os indicadores econômicos destes países estão ruins. Este é um momento de ajuste de ativos, especialmente nas Bolsas”, diz Vieira.

No Brasil, analistas temem que a crise chinesa aprofunde a recessão. Nesta terça, as bolsas asiáticas voltaram a fechar em queda. A Bolsa de Xangai encerrou o pregão desta terça-feira em baixa de 7,63%, depois de ter caído 8,5% na véspera. O principal índice de Xangai perdeu 244,94 pontos, a 2.964,97 unidades, o menor nível de pontos desde 15 de dezembro do ano passado. A Bolsa de Shenzen, a segunda do país e com uma forte presença de empresas tecnológicas, teve queda de 7,09%.

Já a Bolsa de Tóquio encerrou a sessão com uma perda de 3,96%. Por sua vez, o índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong caiu 0,7%. Na segunda-feira, Tóquio fechou em seu nível mais baixo em seis meses, após retroceder 4,61%, e Xangai registrou a maior perda diária desde 2007, despencando quase 8,5%.

Na Europa, surpreendentemente os pregões abriram em alta.Paris abriu com uma alta de 1,84%, Londres iniciou o pregão com elevação de 1,65% e Frankfurt avançou 1,87%. Às 13h40 em Frankfurt, a Bolsa elevava a alta a 4,34% e Londres subia 3,45%.

“A turbulência recente deixou ofegantes até os operadores mais resistentes. E provavelmente há mais ainda por vir”, disse o vice-presidente de pesquisa econômica para Ásia do HSBC, Frederic Neumann, em nota para clientes.

 

http://www.gazetadopovo.com.br/economia/na-abertura-dos-negocios-dolar-recua-e-bolsa-sobe-1erq6dwvzbl3v5lqiti7p6n23