Associado
ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

Informativo

Publicado em 23/12/2015 08:16

Brasil sofre novo rebaixamento: como isso afeta o bolso e os investimentos?

O que vai afetar na vida das pessoas comuns a segunda perda do selo de bom pagador do Brasil, dessa vez pela Fitch? O que significa a perda de mais um grau de investimento?

Se fosse uma pessoa, é como se o Brasil fosse considerado um cliente com um risco maior de dar calote. A consequência: terá que pagar uma taxa de juros mais alta para os credores se quiser continuar pegando dinheiro emprestado.

Como reflexo, as empresas brasileiras também devem sofrer mais para captar dinheiro.

Possíveis efeitos nos preços, no crédito e nos empregos

Essa conta mais alta das empresas deve ser repassada para o consumidor, que irá pagar mais pelos produtos ou por empréstimos, segundo o economista da NeoValue Investimentos Alexandre Cabral. "Por causa do aumento do risco, o investidor deve manter seu dinheiro em produtos pós-fixados, de grande facilidade para sacar, tal como títulos Tesouro Selic."

Para Mauro Calil, especialista em investimentos do banco Ourinvest, o segundo rebaixamento não é uma catástrofe, mas é uma situação muito séria, que pode tornar ainda mais difícil conseguir crédito, além de aumentar a inflação e o desemprego.

"Estamos vivendo a tempestade perfeita: grave crise política, desemprego, inflação, juros e dólar em alta, rebaixamento do país e fatores externos que contribuem para o agravamento da crise, como a alta da taxa de juros nos EUA. Tudo isso pressiona o câmbio e a inflação", diz.

O maior problema desse novo rebaixamento, segundo Calil, é que a maior parte dos fundos internacionais de pensão, que são os grandes detentores de dinheiro no mundo, não poderão mais investir em papéis brasileiros. "Isso significa que aqueles que ainda não retiraram o dinheiro do Brasil terão de fazê-lo num curto espaço de tempo, provavelmente até o fim do ano", diz. Isso significa: dólar mais alto e Bolsa em queda.

Juros e dólar devem subir; prefira investimentos pós-fixados

Os especialistas acreditam que o efeito imediato do rebaixamento será uma alta das taxas de juros e também do dólar. Calil afirma que a moeda norte-americana pode atingir R$ 4,50 num curto espaço de tempo.

O dólar alto deve puxar para cima a inflação, o que irá diminuir o poder de compra das pessoas.

Para quem tem dinheiro para investir, a melhor aplicação serão os investimentos pós-fixados (que acompanham uma determinada taxa, como a Selic ou o CDI).

Todos os demais investimentos merecem cautela, tais como ações, títulos prefixados e dólar.

Fonte: http://economia.uol.com.br/financas-pessoais/noticias/redacao/2015/12/16/brasil-sofre-novo-rebaixamento-como-isso-afeta-o-bolso-e-os-investimentos.htm