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ASERC - Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito

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Publicado em 18/02/2016 02:07

Atividade econômica caiu 3,8% e, 2015, diz Serasa Experian

O Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) exibiu queda de 0,6% em dezembro/15.

O Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) exibiu queda de 0,6% em dezembro/15, descontado os devidos ajustes sazonais, repetindo o mesmo ritmo de retração observado no mês imediatamente anterior (novembro/15). Com este resultado, a atividade econômica recuou 3,8% no ano de 2015, sendo este o pior resultado desde o tombo de 4,35% ocorrido em 1990, em plena crise do Plano Collor-1.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a recessão econômica do ano passado foi causada pelo aumento das taxas de juros, da inflação e do desemprego bem como pela deterioração contínua dos níveis de confiança de consumidores e empresários.

Pelo lado da oferta agregada, a indústria foi o grande destaque negativo da atividade econômica no ano passado, retraindo-se 6,6% perante o desempenho verificado em 2014. O setor de serviços teve um desempenho menos negativo em 2015: queda de 2,3% em comparação a 2014. Por fim, o setor agropecuário foi o que exibiu o melhor desempenho durante o ano passado, crescendo 0,5% comparativamente ao ano de 2014 tendo em vista a safra recorde de grãos produzida no ano passado (209,5 milhões de toneladas, segundo o IBGE).

Do ponto de vista da demanda agregada, a forte retração de 14,9% dos investimentos, decorrente da perda da confiança dos agentes econômicos quanto ao cenário prospectivo da economia brasileira, foi o principal destaque negativo do ano de 2015. Outra queda significativa deu-se no consumo das famílias, por causa das altas do desemprego e da inflação: recuo de 3,8% perante 2014.

O consumo do governo retraiu-se 0,4% no ano passado. Por outro lado, a queda na atividade econômica só não foi maior no ano passado porque o setor externo apresentou desempenho favorável: alta de 5,9% nas exportações e queda de 14,3% nas importações.

 

Fonte: http://www2.uol.com.br/canalexecutivo/notas16/180220167.htm